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Sexta-feira , 16 de Junho de 2017 - 18hs19

caso vencim leobas

Família Leobas contesta acusações de Duda Pereira

Fonte: Redação

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O esclarecimento sobre a morte do empresário Venceslau Leobas, assassinado em Janeiro de 2016, ganha contornos cada vez mais parecidos com uma novela policial de TV ou Cinema. Nesta sexta, 16, a Família Leobas divulgou uma nota através das redes sociais, na qual contesta declarações da defesa do principal suspeito de ser o mandante do crime, o empresário Eduardo Pereira, ex-presidente do Sindipostos-TO. As declarações da defesa de que o réu, considerado foragido, estaria sob ameaça teriam servido de argumento para adiar a colocação do Habeas Corpus na pauta de julgamento do pleno do Tribunal de Justiça do Tocantins.

O Habeas Corpus para suspender o mandado de prisão contra Duda Pereira, agora na lista de procurados da Interpol, foi negado pelo desembargador Ronaldo Eurípedes. Na Nota, a Família Leobas afirma que jamais ameaçou Eduardo Pereira e que sempre buscou o esclarecimento dos fatos através dos meios oficiais (Polícia) e da Justiça. Um advogado contratado pela Família da vítima faria sustentação oral, paralelamente ao Ministério Público, na sessão do pleno do TJ-TO da última terça-feira, 13, o que também teria sido contestado pelo advogado de defesa de Duda Pereira. A nota diz ainda que a Família Leobas sempre procurou a Justiça para que o caso seja resolvido e os responsáveis sejam “colocados atrás das grades”. Veja nota na íntegra abaixo.

Crime
Wenceslau Leobas, 77 anos, foi assassinado no dia 28 de janeiro, quando estava saindo de casa, em Porto Nacional. Os relatos que constam no processo dizem que Alan Sales Borges e José Marcos de Lima estacionaram um carro de cor prata perto da Câmara Municipal da cidade.

Depois, Alan foi até a casa de Wenceslau e atirou contra ele. Após o crime, ele jogou a arma no chão e correu em direção à prefeitura da cidade, onde o comparsa José Marcos o esperava dentro do carro. Os dois fugiram em direção a Palmas, mas foram alcançados pela Polícia Militar e presos em flagrante. Desde então, permanecem na cadeia.

O Ministério Público Estadual disse que eles receberiam R$ 350 mil pela morte, sendo que R$ 33 mil já teriam sido pagos.

O empresário Eduardo Augusto Rodrigues Pereira, na época presidente do Sindiposto, foi denunciado como mandante do crime.

Suposta motivação
Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), Wenceslau Leobas pretendia abrir um estabelecimento em Palmas. A intenção era praticar os mesmos preços do combustível vendido em Porto Nacional. Segundo a promotoria, estes valores são abaixo do que é praticado na capital.

O órgão disse ainda que Eduardo Pereira teria procurado a vítima para propor um esquema de alinhamento de preços para anular a concorrência e aumentar a margem de lucro, mas o empresário teria rejeitado a proposta. Para os promotores, este foi o motivo que levou Pereira a encomendar a morte de Wenceslau.

Assim que deu início a implantação do posto na capital, na TO-050, entre Palmas e Taquaralto, o empresário passou a receber ameaças, segundo relatos da denúncia. Na época do crime, o estabelecimento tinha licença prévia, licença de instalação e projeto de combate a incêndio aprovado pelos Bombeiros, restando apenas a anuência da Prefeitura de Palmas para o desmembramento da área.

Nota de Esclarecimento da Família Leobas

A Família de Wenceslau Leobas, o Vencim, covardemente assassinado em janeiro do ano passado em Porto Nacional, vem a público prestar esclarecimentos relacionados ao Habeas Corpus impetrado pelo suposto mandante do crime, o empresário Eduardo Pereira, perante o Tribunal de Justiça do Tocantins. Conhecido como Duda Pereira, o acusado se encontra foragido da justiça, em razão de mandado de prisão preventiva contra ele expedido por ordem do Juiz de Direito de Porto Nacional.

Após o relator Ronaldo Eurípedes indeferir o pedido liminar de revogação da prisão preventiva do acusado, o Habeas Corpus seria colocado em pauta para julgamento definitivo na sessão do TJ desta terça-feira, 13. Sessão na qual a família de Vencim teria o direito de participar do julgamento, podendo fazer uso da palavra perante os três desembargadores que julgam o caso.

Ao saber que o advogado da família faria uma sustentação oral no julgamento, a defesa de Eduardo Pereira tentou impedir a participação da família da vítima na sessão, mas o Desembargador Relator manteve o direito da participação assegurado anteriormente.

Diante da negativa, a defesa do réu requereu então o adiamento do julgamento do Habeas Corpus, visando exclusivamente impedir que o advogado da família da vítima pudesse fazer sua sustentação oral contra o acusado.

Para justificar o pedido de adiamento o advogado de defesa do réu foragido juntou documentos médicos atestando que não poderia participar da sessão no período da tarde por problemas de saúde, apesar de ter passado a manhã percorrendo os corredores e gabinetes do Tribunal de Justiça. A nova data de julgamento foi designada para o próximo dia 20, terça-feira. Essa, portanto, foi a razão exclusiva do adiamento.

Esclarecemos ainda que Eduardo Pereira não está sendo acusado pela filha da vítima ou qualquer outro membro da família e sim pelo Ministério Público, que atribuiu a ele, com justa razão e baseado em provas, a responsabilidade de ter encomendado mediante o pagamento de recompensa, a morte de Wenceslau Leobas, seu concorrente no ramo de postos de combustíveis.

A prisão preventiva do réu foi decretada porque ele estaria obstruindo a justiça. De acordo com as investigações, Eduardo Pereira teria oferecido suborno a uma testemunha que presenciou o crime e ainda forjado um falso dossiê que seria apresentado à justiça com a finalidade de apontar um outro mandante do crime, tirando de si o foco das investigações. A artimanha, entretanto, não obteve êxito. Convocado pelo delegado de polícia para prestar esclarecimentos a respeito do dossiê, o foragido reservou-se ao direito de ficar calado.

Ao contrário do que afirma a defesa de Eduardo Pereira, o réu foragido não tem sido ameaçado de morte pela família da vítima. Tais acusações contra a família Leobas são mentirosas e foram tramadas com o objetivo de justificar a fuga de Eduardo Pereira.

A família Leobas reitera que em momento algum fez ameaças de qualquer natureza ao acusado pela morte de Vencim. A história desta família é marcada pelo trabalho, honestidade e lisura, tendo buscado unicamente o caminho da justiça desde o trágico dia em que seu patriarca foi covardemente assassinado ao sair de casa. Um crime, ao que tudo indica, motivado pela manutenção da conhecida “máfia dos combustíveis.”

O processo está repleto de provas que condenam o réu que continua fugindo das garras da justiça. Já que Eduardo Pereira se diz inocente, então que se apresente e encare o julgamento, antes que a Interpol o alcance onde estiver, assim como outros foragidos já foram alcançados.

A família Leobas lutou para esclarecer o crime e vai continuar lutando, através dos meios legais, para colocar os responsáveis pela morte de Vencim no lugar que lhes cabe: atrás das grades, pagando pelo assassinato covarde que cometeram.

Era o esclarecimento que tínhamos a fazer.

Família Leobas


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