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Terça-feira , 14 de Novembro de 2017 - 10hs31

saúde

Governo quer assumir gestão do Plan Saúde e prestadores podem parar atendimento

Fonte: Da Redação

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Uma nota divulgada nesta segunda-feira, 13, informa que o Governo do Tocantins não deverá renovar o contrato de gestão do PlanSaúde, plano de saúde dos servidores públicos do Estado, com a Unimed Centro-Oeste. Citada na Operação Marcapasso da Polícia Federal na semana passada, a empresa já teria se manifestado anteriormente a falta de interesse na renovação do contrato, informou o secretário da Administração, Geferson Barros, a veículos de imprensa. Ao mesmo tempo, prestadores de serviço já estariam propensos a suspender atendimentos novamente.

Segundo a nota divulgada pela Secretaria de Comunicação, a Comissão de Estudo e Reestruturação do PlanSaúde decidiu por “algumas alterações no processo de transição”. O contrato com a Unimed Centro-Oeste encerra-se no dia 18 de janeiro. O governo informou ainda que os atendimentos devem acontecer normalmente.

Dívida

Enquanto o Governo estuda formas de assumir a gestão do Plano e aumentar a contribuição dos funcionários públicos, médicos, laboratórios, hospitais e clínicas cobram uma dívida de mais de R$ 73 milhões em pagamentos atrasados. Segundo uma fonte ligada aos prestadores de serviçoss, a decisão dos prestadores de serviço do PlanSaúde seria atender somente as consultas e procedimentos já marcados e suspender todos os atendimentos aos usuários do plano a partir desta semana. Esta informação, entretanto, não foi confirmada oficialmente.

Os servidores públicos, que já pagam mensalmente percentual sobre salários mais coparticipação no pagamento de todos os serviços, serão penalizados novamente, já que o Governo vem descontando normalmente da folha. A fórmula de aumentar a contribuição dos servidores e reduzir a participação do Estado já foi proposta e vem sendo comentada intensamente nos bastidores. Servidores que ganham acima de três salários mínimos teriam suas contribuições aumentadas. A meta do governo seria reduzir a participação do Estado de 68% para 51%.

Outra fórmula comentada nos bastidores seria que o Estado encerraria as atividades do PlanSaúde e contrataria um plano diretamente com uma operadora. Entretanto, para que isso seja possível também é necessário processo licitatório, que seria demorado por conta dos altos valores envolvidos.

Marcapasso

Em meio à discussão sobre como continua o PlanSaúde, o plano já estava sendo investigado pela Polícia Federal pelo superfaturamento de materiais e serviços na área de Cardiologia, juntamente com o que ocorria também na Secretaria de Saúde do Estado. As informações vieram à tona durante a deflagração da Operação Marcapasso, na semana passada, envolvendo pelo menos 10 médicos cardiologistas que prestam serviços ao Estado e que têm clínicas particulares que atendem aos usuários do PlanSaúde.

Na operação, a PF apurou o superfaturamento de materiais cirúrgicos e de tratamentos a cardiopatias. No caso do PlanSaúde os preços cobrados eram ainda superiores aos cobrados da Secretaria de Saúde, que pagava valores superiores aos de mercado. Também foi identificado o uso de equipamentos públicos em uso em clínicas e hospitais particulares, que muito provavelmente também prestavam serviços ao PlanSaúde.

“Nota de esclarecimento sobre o Plansaúde

Em reunião realizada nesta segunda-feira (13), em Palmas, a Comissão de Estudo e Reestruturação do Plansaúde, deliberou algumas alterações no processo de transição da operacionalização do plano, que serão analisadas e apresentadas em nova reunião, na próxima terça-feira (21).

A Comissão informa que o contrato com a atual operadora do plano, Unimed Centro-Oeste Tocantins, não será renovado, e ressalta que o Plansaúde continuará atendendo normalmente os seus usuários”.

 


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