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Quarta-feira , 14 de Março de 2018 - 11hs07

sucessão 2018

Deputados estaduais e Amastha atiram nos próprios pés

Fonte: Rumenig Osborne

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Rumenig Osborne é jornalista e cientísta político, tocantinense residente em Paris

Em nível nacional, a disputa eleitoral corre em tribunais com os atuais donos do poder tentando tirar Lula da jogada. Aqui no Tocantins, Carlos Amastha (PSB) e sua vontade afoita de chegar ao Palácio Araguaia faz dele o seu pior inimigo. Enquanto isso, Marcelo Miranda (MDB) e Kátia Abreu (sem partido) vão comendo pelas beiradas e consolidando suas posições. Ronaldo Dimas por sua vez, apesar de bem avaliado em Araguaína por sua gestão, tem dificuldades de fazer decolar sua candidatura. E na lanterna o presidente da Assembleia Legislativa, Mauro Carlesse (PHS), tropeça em sua própria vontade ao quase fazer perderem recursos (juntamente com todos os outros deputados) quase 90 municípios ao derrubarem vetos de Marcelo Miranda.

A semana esteve quente na Assembleia Legislativa, quando cerca de 90 prefeitos foram pedir para não cumprir uma lei aprovada ano passado pelos deputados estaduais tocantinenses. A lei muda critérios para recebimento do ICMS Ecológico e beneficiou menos de 30 municípios. Ou seja, prejudicou o restante. A lei foi apresentada pelo deputado Rocha Miranda, que vem travando uma briga com o governo do Estado e abraçou a candidatura de Kátia Abreu. Só que esta lei tem o mesmo texto apresentado há alguns anos pelo deputado José Bonifácio, que pretendia beneficiar Tocantinópolis, governada então pelo seu irmão, o ex-deputado Fabion Gomes.

Caso os deputados não voltem a lei aos parâmetros anteriores ou adiem a entrada da nova em vigor, os municípios poderão perder recursos ou ter o pagamento do ICMS Ecológico congelado este ano. Para muitos municípios isso seria o caos, já que muitos dependem totalmente dos recursos desta modalidade de recebimento. Acontecendo isso, a candidatura de Carlesse ao governo também afunda antes mesmo de estar consolidada, e os deputados perdem o apoio dos prefeitos.

Amastha por sua vez, tentando acabar com os boatos de que desistiria da candidatura, mandou à Câmara Municipal um documento que seria de renúncia, mas que marca sua saída para três dias antes do prazo final de desincompatibilização. Ou seja, Amastha continua avaliando se vai valer a pena ser candidato ao Governo do Estado, já que pode simplesmente reconsiderar o documento já enviado. Isso ficaria feio, mas pelo menos o garantiria na gestão da Prefeitura de Palmas até o final.

Como disse antes, Amastha é seu maior inimigo por falar e propor ações que o fazem perder credibilidade e intenções de votos. Até agora, o maior tiro contra si mesmo foi o novo aumento abusivo e escorchante do IPTU na calada da noite. Também caiu no seu colo o contrato que a Câmara Municipal fez para alugar caminhonetes e carros para os gabinetes dos vereadores. A medida soou como se fosse pagamento pela aprovação do IPTU. Se foi isso ou não, na opinião do povo foi e a antipatia a Carlos Amastha aumentou, apesar de sua gestão estar bem avaliada no quesito realizações.

Com visual repaginado e discurso mais moderado e fazendo reuniões com lideranças e prefeitos, a senadora Kátia Abreu faz sua candidatura avançar discretamente, porém de forma mais consolidada. Em breve terá que definir um novo partido. Deve adotar o discurso de vítima por ter sido expulsa do MDB, partido que aliás seria ruim para ela ficar, já que sua candidatura ao governo estaria rifada.

Outra batalha será na candidatura ao Senado, já que serão duas vagas em jogo. Vicentinho trabalha pela própria reeleição e a do filho Vicentinho Júnior.

Siqueira Campos, o pai, anunciou que disputará o Senado também, seguindo um velho sonho. Entretanto, um dia após informar pelas redes sociais sua decisão, foi chamado novamente à Polícia Federal para depoimento numa investigação que apura desvios em obras do Estado desde o século passado. Marcelo Miranda também foi chamado para ajudar a explicar as “Pontes de Papel”.

Ataídes então, colocou outdoors prestando contas, mas considerando sua densidade eleitoral, até para ser deputado estadual sua eleição tá difícil.

Por fora correm Eduardo Gomes e César Halum e o processo eleitoral poderá trazer também velhos atores políticos como o ex-prefeito Raul Filho, além do suplente de senador Donizete Nogueira (PT), que caso Kátia Abreu venha a ser eleita, pode assumir o restante do mandato dela.

Vamos deixar a água passar debaixo das pontes.


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