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A bola da vez é… Em busca do vice-perfeito

Tão logo entrou na disputa, Sandro Mabel traçou o perfil daquele que deveria ser seu vice, mas já mudou de ideia

Após a definição do nome de Sandro Mabel como pré-candidato do governador Ronaldo Caiado (União Brasil) à Prefeitura de Goiânia, a posição de vice começou a ser disputada a tapa, mesmo meses antes das convenções. A avaliação dos articuladores é que este ano, o eleitor dará mais atenção a quem ocupará o cargo, após um vice ter seu mandato efetivado em decorrência da morte do titular.

Tão logo entrou na disputa, Sandro Mabel traçou o perfil daquele que deveria ser seu vice, mas já mudou de ideia. Antes, dizia que queria uma mulher evangélica, já que ele é católico. Outros agrupamentos da base e vereadores não foram receptivos à ideia. Para não começar a pré-campanha com inimizades, agora prega que, da mesma forma como foi ungido pré-candidato, a escolha do vice seja feita por meio de uma pesquisa qualitativa.

A sugestão foi dada durante uma reunião na Câmara Municipal, na última quarta-feira, 10. “Vai que o eleitor goianiense não quer escolher o vice pela religião?”, indagou Sandes Júnior (MDB). Mabel acenou positivamente e disse que era uma boa ideia. Agenor Mariano, presidente metropolitano do MDB, endossou.

De olho na vice, o ex-prefeito de Aparecida, Gustavo Mendanha (MDB), decidiu filiar sua esposa, Mayara Mendanha, no PL. Era um gesto de unificação entre o campo conservador, mas também uma tentativa de composição numa dobradinha entre Sandro Mabel e o PL. O emedebista, no entanto, esqueceu de combinar com a alta cúpula do partido, capitaneada pelo deputado federal Gustavo Gayer, o pré-candidato que lidera as pesquisas.

O bloco partidário liderado pelo presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), Bruno Peixoto (União Brasil), que também é composto pelo Avante, PRD e Agir, não esconde de ninguém que também almeja o posto. Peixoto já sugeriu o nome do deputado estadual Charles Bento. Agora, sua esposa, Luciene Peixoto, se filiou ao Avante, partido presidido pelo vereador Thialu Guiotti.

TRAUMA> O prefeito Rogério Cruz recebeu suporte no Solidariedade para continuar seu projeto de reeleição na sigla presidida por Denes Pereira, secretário de Infraestrutura. O entorno diz que está focado na gestão do Paço, mas deve, nos próximos dias, intensificar o ritmo de entrevistas e acelerar sua pré-campanha.
TRAUMA> O prefeito Rogério Cruz recebeu suporte no Solidariedade para continuar seu projeto de reeleição na sigla presidida por Denes Pereira, secretário de Infraestrutura. O entorno diz que está focado na gestão do Paço, mas deve, nos próximos dias, intensificar o ritmo de entrevistas e acelerar sua pré-campanha.

8 anos de vacância

Goiânia não tem um vice há quase uma década. O último foi Agenor Mariano, do MDB, vice de Paulo Garcia, entre 2013 e 2016. De lá para cá, Iris Rezende (2017-2021) viu o deputado estadual Major Araújo renunciar ao cargo ainda na transição e Rogério Cruz assumiu a cadeira ainda em janeiro de 2021.

À esquerda, mas nem tanto

A deputada federal Adriana Accorsi (PT) deseja usar a vice para ampliar seu leque de alianças e está disposta a dialogar com setores resistentes à esquerda: caso não consiga fechar com algum empresário do setor produtivo, pode buscar alguma liderança religiosa como seu vice.

Agregados

O prefeito Rogério Cruz (Solidariedade) ainda não discute o perfil de vice em sua chapa, mas nos bastidores ele deseja um nome de uma mulher. Tucano, o jornalista Matheus Ribeiro quer alguém que seja gestor e tenha conhecimento administrativo. Não descarta diálogo com outros partidos, mas diz que isso será definido “lá na frente”.

Puro-sangue

Bolsonarista de primeira hora, Gustavo Gayer deve mesmo encabeçar a chapa do PL à Prefeitura de Goiânia. O sonho dos bolsonaristas da capital é ver o ex-deputado estadual Fred Rodrigues, na vice. Não há problemas numa dobradinha puro-sangue. “Bolsonaro, em 2018, foi eleito apenas com o PSL e PRTB”, afirmam.

Plano B

Suplente de deputado estadual, Fred Rodrigues é considerado o “2º nome do bolsonarismo em Goiás”, e por isso, uma alternativa para o PL, caso Gustavo Gayer desista da disputa à Prefeitura de Goiânia. Ex-deputado federal, Major Vitor Hugo não dá simpatia à cúpula do PL em Goiás, para as eleições na capital.

Irreversível

Em meio a tanta articulação, um aliado de Gustavo Gayer crava à coluna que o PL encabeçará a chapa para a Prefeitura de Goiânia. “Como vamos abrir mão de um projeto que lidera as pesquisas?”.

Turbinou

Com o fim da janela partidária, o MDB turbinou seu número de cadeiras na Câmara dos Vereadores. Antes, eram cinco vereadores. Agora, são dez. O Solidariedade mantém a segunda maior bancada com seis parlamentares. Por sua vez, quatro siglas deixam de ter representantes: Agir, PSD, PSB e PP.

Pacificação

Após quase romperem, o prefeito de Aparecida, Vilmar Mariano (União Brasil) e Gustavo Mendanha (MDB), parecem ter deixado as diferenças para trás. Pré-candidato em Goiânia, Sandro Mabel teve papel determinante na pacificação.

Anápolis

O governador Ronaldo Caiado anunciou na última sexta (12), que Eerizania Freitas é sua pré-candidata na corrida para a Prefeitura de Anápolis em 2024. A coordenadora de Políticas Sociais do município se filiou ao União Brasil na semana passada e teve a ficha abonada pelo próprio governador, que preside a legenda no estado.

Golpe baixo

A notícia de que o Republicanos considerava a gestão de Rogério Cruz inviável pegou de surpresa até mesmo opositores do prefeito na Câmara dos Vereadores. Um parlamentar crítico à gestão chegou a prestar solidariedade. “A verdade é que ninguém esperava que isso fosse acontecer”, explicou.

Tô leve…

Aliados que acompanharam a filiação de Rogério Cruz no Solidariedade, após ser rifado no Republicanos, afirmam que o prefeito está tranquilo, leve e sereno. “Ele tirou um peso das costas ao sair do Republicanos. O partido o sugava”, justifica uma fonte.

Sem mágoas

Mesmo sendo descartado, Rogério Cruz fala a aliados que não guarda mágoas do antigo partido. “A mágoa corrói os ossos”, explica.

Mantém o apoio

Apesar de dar o aviso que sua gestão é inviável, o Republicanos em Goiânia reforça que o apoio a Rogério Cruz está mantido. Pode até conversar com outros pré-candidatos, mas não descarta o nome do atual prefeito.

Competitivo

Aliados apostam que Rogério Cruz chegará competitivo nas eleições e não será “peso morto” no processo eleitoral. “Ele pode até não levar as eleições, mas seu apoio será muito importante num eventual segundo turno”.

O tapa da tucana

A vereadora Aava Santiago (PSDB), ao elogiar Sandro Mabel, durante a visita do pré-candidato à Câmara lembrou que o empresário foi o primeiro postulante ao Paço a visitar a Câmara dos Vereadores. “Certamente, receberemos visitas de todos os outros a partir de agora, mas também lembraremos que o senhor foi o primeiro a nos visitar”, destacou.

1 - Custe...
Mesmo com todas as dúvidas existentes sob sua administração...
2 - ...o que...
Rogério Cruz está convicto de que, com o ínicio do período eleitoral, seu nome irá emplacar
3 - ... Custar
Aliados garantem que seu nome será elemento definidor, em um eventual segundo turno.

Fonte: Tribuna do Planalto
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