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Eleições 2024: “A última palavra é do governador Ronaldo Caiado”

Ex-prefeito de Trindade usou as redes sociais para anúncio motivado por “decisão pessoal”
Filiado ao MDB, o ex-prefeito de Trindade tem se reunido com lideranças políticas, religiosas e empresariais do Estado para consolidar sua pré-candidatura a prefeito de Goiânia. Mas esse apoio que busca conquistar não lhe garante participar do pleito. É apenas uma fase do processo que será decidido exclusivamente pelo governador, o que ainda não tem data para acontecer. E não é essa a única decisão que Darrot e o MDB colocam nas mãos de Caiado; caberá ao governador decidir por qual partido ele irá concorrer, caso seja o ungido, e até quem vai compor a chapa majoritária na vice.

TRIBUNA DO PLANALTO – O que falta para consolidar sua sua candidatura a prefeito de Goiânia?

JÂNIO DARROT – Este trabalho que está sendo feito e que é natural dentro do processo político, de conversar com as lideranças. Eu tive, no primeiro momento, o convite do governador (Ronaldo Caiado) para esse desafio de pensar Goiânia e também conversas com o vice-governador (Daniel Vilela), e a partir daí, estamos buscando consolidar essa candidatura. É a construção de uma candidatura. Foi um nome novo apresentado, não novo politicamente; já fui deputado e prefeito de Trindade por duas vezes, mas, para Goiânia, gerou uma certa surpresa no primeiro momento. Estamos conversando com os líderes políticos; presidentes de partido; com o presidente da Assembleia, deputado Bruno Peixoto; da Câmara, conversei ontem (terça-feira, 12) com Romário Policarpo; com o presidente do PRD, Jorcelino Braga; outros presidentes de partidos da base, como Fernando Meirelles; presidente do União Brasil e do MDB; com o ex-prefeito de Aparecida, Gustavo Mendanha, que é uma jovem liderança que tem uma expressão muito grande na política, não só de Aparecida, mas de Goiânia e de todo o estado de Goiás, para depois esse processo se consolidar com a definição do governador Ronaldo Caiado e do vice-governador Daniel Vilela.

Sobre essa definição, o governador iria definir em março, mas passou para abril. Esse adiamento de alguma forma pode prejudicar sua candidatura?

É importante que o governador deixe acontecer no tempo certo. Tenho conversado com ele e pedido, inclusive, um pouco mais de tempo para que possa fazer esse trabalho de preparação da pré-candidatura e tenhamos um apoio já definido de toda a base aliada, dos presidentes, vereadores, deputados, presidente da Câmara e da Assembleia, representantes das entidades representativas e entidades de classe, que precisam ser ouvidas. Quando eu estiver com esse trabalho pronto, aí, sim, é o momento de apresentar ao governador, que com certeza está acompanhado esse trabalho. Se deu certo, se temos o apoio consolidado dessa base aliada, é o momento certo de ele se manifestar, tanto ele como o vice Daniel Vilela. Logo depois, o fechamento da chapa majoritária, com a escolha do vice. Este mês é muito importante para a definição das chapas de vereadores, de fazer as filiações, porque é o mês da janela partidária. Estou aproveitando este mês, que é um mês em que os partidos políticos se movimentam muito e já avançamos muito, em abril avançaremos mais ainda e acredito que, em junho, mais tarde, julho, esse processo vai estar consolidado. O governador definindo, teremos muito tempo para ir para a convenção e fazer uma boa campanha.

Das lideranças que tem conversado, quais declaram apoio a sua candidatura? 

Tivemos o apoio do Gustavo Mendanha, da Ana Paula Rezende, do Agenor Mariano, presidente do MDB metropolitano, da bancada de vereadores do MDB, que inclusive me pediu para que a candidatura seja pelo MDB; o presidente da Assembleia, deputado Bruno Peixoto, manifestou seu apoio publicamente na Assembleia, em uma visita que fizemos a ele. A cada dia cresce o número de pessoas que vão caminhar conosco. Estamos ainda conversando com muitos líderes, muitas conversas estão em andamento e no fechamento dessas conversas, no início de abril, estaremos com esses apoios consolidados. Pode ser que seja abril, mas pode ser maio ou junho.

O senhor citou líderes do MDB, seu partido, mas não mencionou Daniel Vilela, que não manifestou nada a respeito da sua candidatura. Por que o presidente do MDB não declarou apoio a sua candidatura? .

O Daniel, assim como o governador Ronaldo Caiado, são os dois maiores casos eleitorais. O governador avaliado como o melhor governador do Brasil é o nosso maior cabo eleitoral em Goiânia. Ele e o vice-governador Danilo Vilela vão anunciar o apoio juntos. O governador quer haja um movimento democrático e que essa escolha seja feita por todos os líderes. É muito importante para mim que o apoio de cada grupo partidário, de cada partido, da Câmara e dos vereadores, dos deputados, de todas as lideranças políticas, religiosas se consolide porque acreditam no nosso projeto. No primeiro momento, antes do governador decidir, eles já se colocaram do meu lado, assim como Gustavo Mendanha, Ana Paula e tantos outros com os quais já estamos finalizando as conversas e devem anunciar esse apoio em breve. Daniel Vilela, vice-governador e presidente do MDB, vai ficar também para o final; ele e depois o governador, que será o último a anunciar definitivamente o seu apoio.

A tendência é o senhor migrar para o União Brasil para sair candidato a prefeito de Goiânia ou permanecer no MDB?

Eu estou muito bem no MDB, os vereadores do MDB estiveram aqui e tem um movimento do presidente Agenor e do Paulo Ortegal, que é um dos líderes do MDB e secretário de Governo, para que eu seja candidato pelo MDB. Vamos conversar com o governador, no final da janela partidária, com o vice-governador, depois de ouvir todas as bases, mas logicamente nessa definição, a última palavra é do nosso maior cabo eleitoral, que é o governador Ronaldo Caiado.

A operação policial em curso, que investiga um contrato de sua gestão na Prefeitura de Trindade, estaria relacionada com sua pré-candidatura a prefeito de Goiânia?

Não saberia dizer; só sei dizer que não tenho nada a temer em relação àquela operação, porque toda a nossa administração, durante oito anos, foi realizada com muita lisura, com muita transparência, com todas as contas aprovadas pelo TCM. Logicamente, me causou uma estranheza muito grande, porque agora que me coloquei como pré-candidato em Goiânia, depois de 11 anos, uma licitação tenha sido questionada. Eu fui buscar a ata desta licitação, que foi presencial, e da qual participaram em torno de 80 empresas, que durante dois dias debateram na concorrência, sempre cada um colocando preços menores. Nós tivemos 60 contemplados e não existiu direcionamento ou favorecimento de ninguém nem nenhuma irregularidade no processo. Eu tenho muita confiança na Justiça que isso vai ser provado dos autos. E por isso estou seguindo em frente, porque realmente isso não me preocupa, porque não tem consistência nenhuma.

A disputa com Bruno Peixoto deixou alguma sequela que pode vir a inibir algum apoio ao senhor? Dos deputados da base, por exemplo?

Não acredito, porque o Bruno é meu amigo, amigo da minha família, que apoiou o Bruno. Eu abri as portas da nossa empresa para o Bruno e ele falou diretamente com os nossos 500 colaboradores. Eu o levei lá mesmo tendo que também contribuir com a candidatura do nosso deputado de Trindade, da nossa base e do prefeito Marden Jr, o deputado Cristiano Galindo. Ele teve uma boa votação em Trindade, o Cristiano também teve e os dois foram eleitos. Eu sempre deixei claro para o Bruno que quando fui convidado para conversar sobre as possibilidades de ser candidato em Goiânia, naquele momento, o Bruno não estava concorrendo, assim como a Ana Paula, que já havia declinado e o Gustavo já tinha feito a consulta no TSE e havia sido negada. O Bruno já tinha um entendimento com o governador que ele queria seguir na Assembleia, onde tinha dois mandatos na presidência. Em momento algum eu concorri com Bruno. Depois houve uma movimentação, mas Bruno sempre falou: Jânio, vamos seguir e lá para março nós definimos. Não tivemos em nenhum momento agressão, temos uma relação de amizade muito boa e no momento em que ele definiu que não seria candidato a prefeito, ele me convidou para que ele apresentasse meu nome na Assembleia Legislativa. Foi um processo muito harmonioso das duas partes, e é muito importante que o Bruno esteja conosco nesse processo.

Como foi o convite para que o senhor se inserisse nesse processo eleitoral em Goiânia?

Aconteceu no dia 10 de outubro. O governador me ligou para me cumprimentar pelo meu aniversário e disse que precisava conversar comigo no palácio. Marcamos o horário e eu fui me encontrar presencialmente com ele, e foi quando ele me sondou se, caso meu nome tivesse viabilidade política, se estaria disposto a participar do processo, e me coloquei à disposição dele. Agora que estamos intensificando essas conversações, porque tudo tem o momento certo. Não adianta, em 2023, querer começar conversar sobre 2024. Agora as conversas são mais definitivas, estamos formando chapas, os vereadores vão se filiar querem saber quem é o provável candidato da base aliada, todos os outros candidatos da base também querem saber. A conversa evolui de maneira mais acelerada.

Por que o senhor quer ser prefeito de Goiânia?

Eu aceitei o desafio de discutir o futuro de Goiânia porque acredito que Goiânia precisa de muito mais e pode avançar muito mais, e que podemos contribuir muito para isso em parceria com o governo do Estado. Nós podemos fazer um trabalho juntos e fazer por Goiânia, o que o governador está fazendo pelo Estado de Goiás. Dentro da base aliada, acho que posso ajudar muito a fazer uma Goiânia muito melhor para todos os moradores nos próximos quatro anos.

O fato de ser de Trindade pode ter algum efeito negativo na sua candidatura?

De maneira alguma. Trindade é uma cidade da região metropolitana. E nem teria se eu tivesse vindo de outro estado nem de outro país, mas sou trindadense, goiano e morador de uma cidade conurbada com Goiânia. Trindade divide com Goiânia uma rua. No Maísa, do lado de uma rua está Trindade, do outro lado, Goiânia. São cidades que fazem parte da rede metropolitana de transportes coletivos. Os problemas da região metropolitana têm muitas coisas em comum, mas é lógico que ser prefeito de uma cidade do porte de Trindade, de 140 mil habitantes, é muito diferente de ser candidato a prefeito de uma cidade de 1,5 milhão de habitantes. Os desafios de Goiânia são no mínimo 10, 15 vezes maiores do que os que enfrentei na Prefeitura de Trindade. Mas vou trabalhar com uma receita 15 vezes maior do que a receita de Trindade,vou ter recurso público por habitante proporcional. E os princípios básicos da administração pública são os mesmos e a experiência de Trindade contribui muito para que eu possa chegar e fazer uma gestão já no primeiro ano com o conhecimento de gestão pública e que possamos montar um bom plano de governo, um bom projeto para Goiânia para os próximos quatro anos, produzindo resultados desde os primeiros dias de trabalho.

Sobre Trindade, o senhor apoia a reeleição de Marden Júnior? Especulam que estariam rompidos. 

São coisas da política, mas não procedem, porque o Mardem é da base aliada, é prefeito pelo União Brasil, partido do governador. Caso eu seja candidato em Goiânia pelo União Brasil e o Marden em Trindade pelo União Brasil, essa aproximação é natural. Não existe possibilidade de discórdia.

Como avalia a gestão do prefeito Marden?

É uma gestão boa, ele está relativamente bem avaliado pela população e agora, neste último ano, tem muitas obras sendo entregues e ele está em um crescimento grande. De 2023 para cá, ele vem crescendo de uma forma acelerada. Ele é uma jovem liderança da política de Trindade e primeiro teve que se adaptar, mas do segundo ano em diante ele vem crescendo, ajudou na eleição do deputado estadual apoiado por Trindade, que ele indicou; na eleição do governador Ronaldo Caiado, ele foi muito importante. É um grande líder político e tem uma grande capacidade de fazer política e de liderar. Ele vai, sem dúvida nenhuma, ter mais um mandato conferido nas urnas nas eleições de outubro.

O senhor iniciou sua carreira na política pelas mãos do ex-senador Marconi Perillo, hoje adversário da base que compõe. Como está sua relação com Marconi?

Eu comecei antes, não como candidato, mas venho da militância do MDB em Trindade, onde sempre atuei na política, ajudando a eleger prefeitos do MDB, deputados estaduais e federais.Inclusive o primeiro deputado federal que eu efetivamente apoiei foi o saudoso, ex-governador e ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Maguito Vilela. Eu tenho história no MDB. Em 2008, por divergências locais dentro do MDB – e se eu tivesse um pouco mais de maturidade política, como hoje, eu me manteria lá – aceitei o convite do prefeito da época, George Morais, que era do PSDB, para ser seu sucessor. Foi minha primeira eleição, a única que eu perdi e perdi justamente para o MDB. Eu segui no PSDB, fui candidato em 2010 e trabalhei muito como deputado, apoiando o governo do PSDB; fui prefeito duas vezes pelo PSDB e presidente do PSDB. No momento em que o PSDB foi para a oposição, já não me adaptei com o modo do PSDB fazer oposição. O PSDB enquanto governo, tínhamos pensamentos muito convergentes na forma de trabalhar, mas não quando estava na oposição. Eu costumo valorizar tudo aquilo que é bom para a população, independentemente se é o meu adversário que está fazendo. Eu conversei com o ex -governador Marconi Perillo, agradeci e encerrei meu ciclo no PSDB. Fui para o Patriota, a convite do Braga, e depois, a convite do governador, me desfiliei para apoiar a campanha do governador Ronaldo Caiado. Depois Daniel me convidou para voltar aos quadros do MDB e eu me senti muito à vontade, fiquei feliz com esse convite. (Da Tribuna do Planalto)

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