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Agente Federal Depõe no Tribunal da Justiça Federal em Goiânia


 


Esta cada vêz mais fechando o cerco sobre Carlos Cachoeira, quem imaginava que testemunhas iriam ficar com medo de depor contra o chefe de um esquema milionario se enganou.

Agora quem deve ficar com medo são os governantes que fizeram negociatas com Carlinhos por saber que ele debve ter muita coisa gravada sobre os negocios com politicos.


Mesmo tendo muita gente com medo de contar o que sabe a policia tem muito produto para montar todo esse quebra cabeça.

O agente de Polícia Federal Fábio Alvarez foi a primeira testemunha a depor na manhã desta terça-feira (24) no Tribunal da Justiça Federal, em Goiânia. Esta é a primeira audiência da ação penal contra Carlinhos Cachoeira e outros sete acusados na operação Monte Carlo da PF. Alvarez começou a ser questionado pela procuradora Léa Batista, do Ministério Público Federal.Ele era um dos responsáveis por escutar e analisar os áudios da operação Monte Carlo e também fazia trabalho de campo.


Segundo ele, logo no início das investigações os agentes já identificaram Carlinhos Cachoeira como o líder da organização criminosa de exploração de jogos ilegais. José Olímpio Queiroga era o orientador das casas de bingo, Geovani Pereira seria o contador do grupo.


As defesas chegaram a alegar que o depoente estava interpretando, não se atendo aos fatos. O juiz entendeu que não e pediu à testemunha que explicasse o motivo de descrever a função de cada um. Alvarez detalhou: “Cito Geovani como contador, por palavras da própria organização. E o líder era Cachoeira porque a própria organização assim o chamava”. O policial citou o áudio nos quais eles deixavam toda a hierarquia.


De acordo com Alvarez, os agentes tiveram dificuldade para acessar os dados inicialmente, mas como tudo passa pela rede brasileira foi possível interceptar as conversas. A PF teve acesso a senhas para identificar os possíveis envolvidos. “Senhas somente usadas para investigar a Operação Monte Carlo.”


Alvarez disse que as investigações começaram com as interceptações telefônicas que levaram a polícia a identificar os integrantes da organização criminosa. Descobriram que um rádio usado pelo grupo era cadastrado no exterior.


Cachoeira solicitou informações a Bayron e ao ex-sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, o Dada, sobre a interceptação dos rádios. A Força Nacional fechou um bingo e apreendeu máquinas de caça-níquel.


Informações com Polícias


Cachoeira pediu informações às polícias Civil, Militar e Federal. O Delegado da Polícia Federal Fernando Bayron era quem respondia. Sobre quais os locais das operações de busca e apreensão de máquinas caça-níqueis do grupo, quem informava era a Polícia Civil, segundo o depoente.


A organização criminosa tinha proteção de policiais militares que atuavam dentro e fora das casas de jogos ilegais em Goiás e no entorno do Distrito Federal. O agente da PF informou que um policial conhecido por major Silva era responsável pela proteção do grupo.


O grupo mantinha o controle sem permitir que ninguém que não fazia parte da organização abrisse bingos, por exemplo.


Os integrantes também procuravam ter informações prévias de onde a polícia atuaria.


Entenda como aconteceu


Carlinhos Cachoeira é acusado de chefiar uma quadrilha que comandava jogos ilegais, principalmente em Goiás, e de usar de influência com parlamentares, como o ex-senador Demóstenes Torres, para manipular licitações e facilitar a entrada de empresas supostamente ligadas a ele e outros aliados nos governos do Distrito Federal, Rio de Janeiro e Goiás.


Pelas suspeitas de envolvimento com Cachoeira, Demóstenes teve o mandato cassado no último dia 11. Os governadores Agnelo Queiroz (PT-DF), Sérgio Cabral (PMDB-RJ) e Marconi Perillo (PSDB-GO) foram citados em escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal durante as operações Vegas e Monte Carlo.


Os envolvidos assumem terem falado com Cachoeira em algumas situações e motivos diversos, mas negam envolvimento nas ações do bicheiro.

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