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Comissão requisita inquérito da Operação Saint-Michel da Polícia Civil do DF


A CPMI do Cachoeira requisitou, nesta quinta-feira, o inquérito da operação Saint-Michel, da Polícia Civil do Distrito Federal (DF), iniciada em abril, que ocorreu como desdobramento da operação Monte Carlo, da Polícia Federal (PF).


No DF, o esquema chefiado por Carlinhos Cachoeira é acusado de tentar comprar a licitação para a implantação de bilhetes eletrônicos no transporte público. Nessa operação, foi preso o ex-diretor da Delta, Cláudio Abreu, acusado de agir em nome do contraventor.


Além disso, a CPMI pediu os relatórios de investigação feitos pelos delegados nas operações da PF, Vegas e Monte Carlo. Em depoimentos à CPMI, os delegados que dirigiram as investigações citaram esses relatórios, e os parlamentares querem saber o que ficou de fora do que foi enviado para a Justiça.


Diretor da Veja

Também foram requisitados os originais de todas as gravações feitas pela PF nessas operações. Houve uma tentativa de individualizar diálogos em requerimentos, com o pedido das conversas entre o diretor da revista Veja em Brasília, Policarpo Júnior, e participantes do esquema.


Após uma polêmica sobre a perseguição ao jornalista, o relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), sugeriu que, como o material bruto estará disponível, não será necessário separar os diálogos de cada investigado pela CPMI.


Sequestro dos bens

A CPMI também pediu à 11ª Vara de Justiça de Goiás o sequestro de bens do contraventor, medida que já havia sido determinada pela 5ª Vara de Justiça do Distrito Federal. Também pediu que as investigações em posse da CPMI não sejam mais secretas, mas essas decisões caberão à Justiça.


Também será acionado o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça, para que sejam identificadas contas bancárias no exterior em nome de envolvidos com o esquema.


Transações financeiras

Por fim, a CPMI pediu informações sobre o registro de transações atípicas feitas por alguns investigados. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), do Banco Central, guarda esses dados sobre transações feitas em montantes incompatíveis com a renda da pessoa ou em montantes maiores do que os que a pessoa costuma fazer.

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