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Pedro Guimarães pede demissão da Caixa após revelação de que é investigado pelo Ministério Público

Publicado em: Quinta, 30 Junho 2022 10:56 Escrito por Redação
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Pedro Guimarães pede demissão da Caixa após revelação de que é investigado pelo Ministério Público Créditos da imagem: Agência Brasil/Marcello Casal Jr

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, pediu demissão nesta quarta-feira (29) após a revelação de que ele é investigado pelo Ministério Público Federal do Distrito Federal após denúncias de assédio sexual feitas por funcionárias do banco. Parte dos relatos veio a público na terça-feira (28) em reportagem do portal Metrópoles.

A investigação sobre sua conduta corre em sigilo. Segundo o Metrópoles, os episódios de assédio aconteceram sobretudo durante viagens de trabalho de Guimarães, que está à frente do banco desde o início do governo Bolsonaro, em 2019. Em uma carta de demissão, divulgada na quarta (29), ele nega os relatos e chama a situação de "cruel, injusta, desigual e que será corrigida na hora certa com a força da verdade".

Repercussão

Ciro Gomes (PDT) participou de evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Na ocasião, ele comentou sobre a possibilidade da troca do comando da Caixa e chamou Pedro Guimarães de "bandido". "Uma autoridade pública que usa do seu poder para constranger sexualmente mulheres é um bandido. Tinha que ser demitido e responder pela cadeia", disse.

No mesmo evento, a senadora Simone Tebet (MDB) também criticou o presidente da CEF, classificando o episódio como "inadmissível". A presidenciável chegou a relatar que já foi vítima de assédio sexual no ambiente de trabalho. "Eu já sofri violência política desde quando comecei, quando da primeira vez, não conseguia reagir, era muito nova, fui chorar no banheiro. E da terceira vez em diante eu respondi à altura". Caso os fatos sejam comprovado, Tebet disse que a bancada feminina ficará atenta para que Pedro Guimarães "possa sofrer as penalidades exigidas pela lei".

O ex-presidente Lula (PT) deu uma entrevista à Rádio Educadora de Piracicaba, nesta quarta (29), mas evitou comentar o caso. "Eu não sou procurador e não sou policial", explicou o pré-candidato à Presidência.

Até as 15h30 desta quarta, o presidente Jair Bolsonaro ainda não havia se manifestado sobre o caso. O candidato à reeleição está sendo pressionado a substituir João Guimarães, pelas acusações de assédio sexual. A provável substituta é a secretária especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, Daniella Marques.

 

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