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Debate da Band é começo para candidatos mostrarem a cara e propostas


Os sete candidatos à Prefeitura de Palmas compareceram e participaram do primeiro debate da campanha eleitoral de 2012, realizado pela TV Bandeirantes de Palmas, nesta quinta, 2 de agosto, no Teatro Fernanda Montenegro do Espaço Cultural. O debate foi mediado pelo jornalista Fernando Hessel e teve cinco blocos, sendo quatro de perguntas e o último para considerações finais dos candidatos.


No geral o debate transcorreu em um tom de cordialidade entre os candidatos e sem ofensas pessoais. Apenas um pedido de direito de resposta foi pedido durante todo o programa e foi negado ao candidato Marcelo Lélis pela direção do programa pelo entendimento de não ter sido ofendida sua honra. Os candidatos optaram pela tática de fazer perguntas sobre determinados temas para utilizar os momentos de réplica para falar de suas próprias propostas


Em poucos momentos o debate se desvia dos problemas da cidade para temas diferentes. O primeiro foi logo no início do segundo bloco, quando Abelardo perguntou a Luana sobre a intervenção sofrida pela administração do pai dela, senador João Ribeiro (PR), em Araguaína, em 1990 pelo então e atual governador Siqueira Campos e se ela não temeria esse tipo de atitude. Luana disse que João Ribeiro foi inocentado de qualquer acusação da época e descartou qualquer relação com a atualidade, ressaltando que na administração de Palmas é ela que será a administradora e não seu pai.


Em outro momento Marcelo Lélis perde o tempo de uma pergunta para se pedir a “um dos candidatos” que respeitasse o governador Siqueira Campos, por ter sido o criador do Tocantins, pela sua idade e por sua história política. A intervenção foi em relação ao candidato Abelardo, que em vários momentos se referiu ao governador Siqueira Campos como “Cachoeira do Palácio”. A tentativa de estabelecer uma ligação entre fatos diferentes pelo candidato do PSOL se perde pela sua dificuldade em falar e torna-se até engraçado.


O terceiro momento de desvio de foco foi quando o candidato Fábio Ribeiro perguntou a Carlos Amastha sobre a polêmica entre o Capim Dourado Shopping e a comunidade do Mumbuca acerca da disponibilização de um quiosque para venda de produtos. Amastha explicou que o compromisso era que o comerciante que instalasse o quiosque vendesse os produtos da Associação do Mumbuca, o que já está acontecendo, e não que a própria comunidade administrasse o estabelecimento comercial.


No primeiro bloco o mediador Fernando Hessel perguntou a todos os candidatos se acham correta a doação de dinheiro feita por empresas aos comitês de campanha e se eles ao aceitarem facilitariam de alguma forma para que estas empresas fornecessem produtos ou serviços à administração municipal. Os candidatos Abelardo Gomes (PSOL), Professor Adail Carvalho (PSDC), Carlos Amastha (Coligação Um novo caminho é possível), Fábio Ribeiro (PT do B) e Marcelo Lélis (Coligação É a Vez do Povo) defenderam a necessidade de se fazer urgentemente uma reforma política para adotar o financiamento público das campanhas. Apenas a candidata Luana Ribeiro (Coligação Coragem Pra Fazer), disse que a doação de empresas é legítima e enquanto permanece legal deve ser utilizada.


Nos outros blocos os candidatos perguntaram entre si sobre os mais diversos temas, sendo os mais explorados das áreas de Saúde e Educação.  Também foram abordados temas como infraestrutura urbana, transporte coletivo, segurança pública e meio ambiente.

Propostas


O candidato Marcelo Lélis foi o alvo da primeira pergunta em todos os blocos, respondendo sempre com muita segurança todos os assuntos questionados. Apresentou plataforma para todas as áreas, podendo destacar a construção de mais seis escolas de tempo integral, o asfaltamento de 28 quadras incluindo a instalação de galerias pluviais, a implantação de um Parque linear integrando as praias à beira do lago, a implantação do parque do Sussuapara, a reformulação total do Parque Cesamar e ainda a construção de dois hospitais para atender os casos de urgência e emergências nas regiões norte e sul. Além disso, anunciou a intenção de criar programas específicos na área de saúde, onde possam ser oferecidas cirurgias eletivas ou tratamentos que sejam necessários a um grande número de pessoas da população de Palmas. Também revelou que pretende grandes reformas no sistema de transporte coletivo, dentre outras propostas. O candidato se retirou antes que fosse entrevistado para um balanço sobre o debate.


A candidata Luana Ribeiro ressaltou que pretende continuar as obras em andamento e destacou as unidades de saúde, as reformas e construções de escolas da rede municipal. Ela frisou a necessidade de centralização de exames laboratoriais, de construir um centro volta do para a saúde da mulher, e de um centro de atendimento odontológico na região sul.  Luana disse ainda que pretende ampliar os programas de combate às drogas, reformar o Parque Cesamar, implantar o Parque do Sussuapara, incentivar a coleta seletiva, programas na área de segurança pública em parcerias com o governo federal utilizando um sistema de vigilância cuja introdução será inédita para municípios na faixa de 200 mil habitantes. Destacou também que reforçará a estrutura das escolas para o ensino integral, além de continuar melhorias no campo educacional. Falou ainda que sua administração será feita de forma transparente e participativa ouvindo sempre a sociedade. No balanço do debate ela disse ter considerado bastante positivo e disse que sobre as proposições apresentadas o povo de Palmas é que deverá avaliar.


Já o candidato Carlos Amastha não apresentou propostas muito específicas, mas destacou que sua administração será eminentemente técnica, colocando nas pastas pessoas com competência para gerir cada área específica. Ele apontou a necessidade de reformulações nas áreas de saúde e educação e destacou a área de segurança como um dos principais gargalos a serem resolvidos. Citou que uma casa ou estabelecimento comercial são furtados a cada duas horas e que pretende resolver isso no menor tempo possível de administração. Citou ainda que pretende parcerias com o governo do estado para diversas áreas. Revelou ainda que tem como meta fortalecer o setor empresarial para ampliar a criação de empregos, a atração de novos investimentos nos setores do comércio e indústria e ainda melhorar a capacitação da população para ocupar os postos de trabalho que forem sendo criados. No setor de transportes ele disse achar fundamental a quebra de monopólio e se disse surpreso ao ouvir propostas deste tipo durante o debate. Avaliou que o debate foi positivo e propositivo e que certamente vai ajudar a população de Palmas a avaliar melhor os candidatos.


O candidato Fábio Ribeiro demonstrou ter um grande conhecimento sobre os problemas de Palmas também de muitas soluções. No campo da infraestrutura disse que a cidade pode gastar menos e fazer mais com a implantação de sistemas próprios de pavimentação asfáltica e obras. Avaliou que a área de saúde precisa de estudos para uma reformulação e que há necessidade de melhorias salariais para os seus profissionais.

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