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Depoimento de Cachoeira marcado para o próximo dia 15


A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira marcou o depoimento do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, para o próximo dia 15 de maio. Já o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), que é suspeito de fazer tráfico de influência para Cachoeira, vai depor no dia 31.

 

Na reunião desta quarta-feira (2), a CPI aprovou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Cachoeira, desde o dia 1° de janeiro de 2002. A CPI investiga o envolvimento de Cachoeira e de seu esquema criminoso com políticos e empresários.

 

Também foram aprovados 55 requerimentos, alguns repetidos, que tratam de assuntos administrativos – como a cessão de funcionários de diversos órgãos públicos – e de depoimentos de autoridades e pessoas envolvidas nas operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal.

 

Plano de trabalho

Segundo o plano de trabalho aprovado, além de Cachoeira e de Demóstenes, a CPI vai ouvir os seguintes depoimentos em maio:


8 de maio – delegado da Polícia Federal (PF) Raul Alexandre Marques Souza, responsável pela Operação Vegas;


10 de maio – delegado da PF Matheus Mela Rodrigues e procuradores (do Ministério Público) Daniel Salgado e Lea Batista de Oliveira, responsáveis pela Operação Monte Carlo;


22 de maio – Jose Olímpio de Queiroga, Gleyb Ferreira da Cruz, Geovani Pereira da Silva (que está foragido), Wladimir Garcez e Lenine Araújo de Souza, acusados de integrarem o grupo de Cachoeira;


24 de maio – Idalberto Matias e Jairo Martins, considerados “espiões” do esquema de Cachoeira;


29 de maio – Cláudio Abreu, ex-diretor da Construtora Delta no Centro Oeste, envolvido no esquema de Cachoeira, segundo a PF.

 

Em uma tentativa de manter o sigilo de informações que correm em segredo de justiça, os deputados e senadores da CPI decidiram que os depoimentos dos delegados e procuradores serão feitos em sessões reservadas.

 

O relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), lembrou que a comissão terá prazo de 180 dias, com previsão de encerramento para 4 de dezembro. "Esta comissão vai se debruçar sobre as questões mais relevantes. A primeira etapa será destinada à oitiva das investigações, com os depoimentos dos delegados. Depois, será a vez da defesa, com a presença de Carlos Augusto Ramos e demais pessoas citadas. Ao final, vai concluir o relatório."

 

Governadores

Em resposta a questionamentos de diversos parlamentares, o relator disse que os governadores de estados envolvidos em denúncias (Distrito Federal, Goiás e Rio de Janeiro) poderão ser ouvidos em uma segunda parte dos trabalhos da CPI, prevista para junho. Nessa etapa, segundo ele, ocorrerá a análise de dados relativos à atuação da organização criminosa de Cachoeira em estados e municípios.

 

"Não há tema proibido. Essa questão dos governadores está inclusive pautada para o mês de junho. Mas não vamos convocar este ou aquele sem termos conhecimento do inteiro teor das investigações da Polícia Federal.”

 

A CPMI vai solicitar à 11ª Vara Federal de Goiás os dados da Operação Monte Carlo. O Supremo Tribunal Federal enviou à comissão apenas as informações da Operação Vegas. As duas operações investigaram as atividades e ligações políticas de Carlos Cachoeira.


Foto: Beto Oliveira/Ag. Câmara

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