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Deputados alertam para manobras da defesa visando atrasar julgamento de mensaleiros


 


Após acompanharem o início do julgamento dos mensaleiros, deputados do PSDB alertaram para as manobras da defesa com o objetivo de retardar o processo. Neste 2º dia, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, destaca como funcionava o que considera “sem dúvida o mais atrevido e escandaloso caso de corrupção e desvio de dinheiro público registrado no Brasil”.


Em uma discussão que levou mais de três horas, os ministros discutiram no primeiro dia alegação apresentada por Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça do governo Lula e advogado de um dos acusados, de que 35 dos 38 réus teriam de ser julgados em primeira instância. A tese acabou derrotada por 9 a 2.


Para o líder da Minoria na Câmara, Mendes Thame (SP), dois fatos relevantes marcaram o começo dos trabalhos. “O primeiro deles é que os defensores dos réus farão tudo para adiar o início do julgamento. Certos de que dificilmente conseguirão inocentá-los, tentam jogar pelo menos com a perspectiva de prescrição. A demora ajuda os acusados”, alertou.


 


O tucano afirmou ainda que essa é uma oportunidade de renovar a confiança no Judiciário, instituição capaz de quebrar dois mitos: a de que a população tem memória curta e a de que o Brasil é o país da impunidade dos poderosos. Ao contrário do afirmado pelo ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares de que o mensalão viraria “piada de salão”, a população acompanha o julgamento com grande expectativa, apontou Thame.


Já Nelson Marchezan Júnior (RS) afirmou que o primeiro dia deixou dois sinais preocupantes para a população: “o uso de todos os artifícios legais e burocráticos para tentar viabilizar a prescrição de muitos dos réus e muitos dos crimes cometidos por esse grupo de pessoas e também com a aposentadoria de ministros imparciais, coerentes e que tem experiência para julgar caso como esse.”


A decisão do ministro Dias Toffoli de permanecer no julgamento, apesar de sua relação estreita com o PT, também foi criticada por Marchezan. O deputado lembrou que Toffoli foi, por exemplo, advogado da CUT, da Liderança do PT na Câmara e da Casa Civil quando José Dirceu comandava o órgão. Para o tucano, o fato dele ter votado contra o desmembramento não é um “alívio político” para que continue no julgamento dos mensaleiros. Mais de 90% dos internautas ouvidos pelo Estadão.com.br condenam a manutenção de Toffoli no julgamento.


Vaz de Lima (SP), por sua vez, disse que o país parou para ver o julgamento, ao contrário da “fala infeliz” do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), para quem as pessoas ligadas ontem ao assunto “ou eram jornalistas ou não tinham o que fazer”. “A sociedade, por tudo que vejo, leio e ouço, está muito atenta a tudo isso e quer Justiça”, apontou o tucano. “O STF pode sim cumprir seu papel levando em conta o que está nos autos e também o clamor público”, completou Vaz.


Os três deputados acompanharam o primeiro dia de julgamento na Câmara junto com outros parlamentares do PSDB, DEM e PPS.

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