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Goiânia: Pesquisa Tribuna do Planalto/IPEM – Paulo lidera com 40,6%; em 2º, distante, Jovair tem 10,4%.


O prefeito Paulo Garcia (PT) está com o caminho aberto para a reeleição na capital. Segundo os dados da pesquisa Ipem/Tribuna, o petista está bem na frente do deputado Jovair Arantes (PTB), segundo colocado na disputa. Paulo tem 40,6%, enquanto que Jovair conta com 10,4% da preferência do eleitorado goianiense. A diferença entre os dois é 30,2 pontos porcentuais. O porcentual do prefeito é cerca de quatro vezes maior do que o de seu principal adversário. Os dados são da pesquisa estimulada, aquela em que o entrevistador fornece a lista dos candidatos para que o eleitor escolha o seu preferido.

Os números apontam para a reeleição de Paulo ainda no primeiro turno. Isso porque, em relação a votos válidos, o petista tem quase 60% das intenções de voto. Para que um candidato consiga se eleger na primeira etapa do processo eleitoral ele precisa de 50% mais um voto válido, aquele em que são desprezados os votos brancos e nulos. Os votos válidos são utilizados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-GO) para apontar o vencedor de cada pleito eleitoral.

Na terceira posição, a deputada estadual Isaura Lemos (PC do B) tem 8% da preferência do eleitorado goianiense. O também deputado estadual Elias Júnior (PMN) aparece na quarta posição da disputa na capital, com pouco mais de 6,3%. Como a margem de erro da pesquisa é de 3,5 pontos porcentuais para mais ou para menos, a diferença entre Jovair, Isaura e Elias Júnior configura empate técnico.

Mesmo com apoios políticos significativos, como o do deputado federal Ronaldo Caiado (DEM) e o do ex-candidato ao governo Vanderlan Cardoso (sem partido), o vereador Simeyzon Silveira (PSC) não vê o seu nome empolgar o eleitorado. Se­gundo a pesquisa Tribuna/Ipem, Simeyzon tem apenas 1,1% das intenções de votos. Ele está empatado numericamente com o candidato do Psol, Professor Pantaleão.

Os outros dois candidatos que disputam o cargo de prefeito da capital têm menos de 1% da preferência do eleitorado de Goiânia. O candidato do novo Partido Pátria Livre (PPL), José Netho, aparece em penúltimo no levantamento, com 0,5%. Já o candidato Rubens Donizete (PSTU), está em último lugar com 0,1% das intenções de voto. A pesquisa Ipem/Tribuna  ouviu 800 eleitores da capital, entre os dias 21 e 23 de agosto e foi registrada no TRE-GO sob o número 00115/2012.


Influências

O Ipem foi a campo durante a primeira semana de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. Na quarta, 22, os prefeitáveis da capital estrearam seus programas no chamado palanque eletrônico e mostraram algumas de suas estratégias para chegar à principal cadeira do Paço Municipal (leia na página 10 a matéria especial sobre os programas eleitorais na televisão).

Uma das coisas que mais deve pesar no último mês é a influência dos padrinhos políticos na campanha. O prefeito Paulo Garcia lidera a disputa e conta com apoio do ex-prefeito Iris Rezende (PMDB). O peemedebista tem grande popularidade na capital e deverá atuar mais na campanha de Paulo a partir de setembro. O prefeito tem outro ás na manga. Por ser do partido da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula, ainda conta com seus apoios na campanha.

Já Jovair Arantes é da base do governador Marconi Perillo (PSDB) e precisará do tucano para tentar reverter a vantagem de seu adversário. A única dúvida é o potencial de transferência de voto do governador, já que o seu governo não passa por um bom momento. Arantes ainda tenta se vincular a Dilma e Lula, já que o seu partido, o PTB, faz parte da base da presidente em Brasília.

Isaura Lemos e José Netho também tentam pegar rabeira na popularidade da presidente para alavancar os seus nomes. Já os esquerdistas Professor Pantaleão e Rubens Donizete apostam na sociedade organizada para crescerem no pleito. O deputado Elias Júnior é da base do governador Marconi Perillo na Assembleia, mas se apega à sua popularidade como radialista para tentar chegar nos primeiros colocados.


 


Análise


 


Jovair Arantes precisa de rumo


Filemon Pereira

Diretor de Redação/Tribuna do Planalto


A pesquisa Ipem/Tribuna mostra o prefeito Paulo Garcia (PT), candidato à reeleição, com 40,6% das intenções de voto no levantamento estimulado. O petista está distante 30 pontos do segundo colocado, Jovair Arantes (PTB), candidato da base governista. A menos que ocorra algo extraordinário – Paulo erre muito e, ao mesmo tempo, Jovair acerte tudo -, a campanha em Goiânia caminha para uma vitória tranquila de Paulo Garcia já no primeiro turno.

Paulo não ostenta índices elevados de popularidade (aprovação de 47%) e nem deixou grandes marcas como prefeito, nos mais de dois anos que administra Goiânia. Em outra situação, o prefeito teria dificuldades para se consolidar. Teria. O momento, porém, é positivo, e as condições são muito favoráveis.

O petista tem a seu favor os dois principais cabos eleitorais para o eleitor goianiense: Iris Rezende e o ex-presidente Lula. Soma-se a isso o desgaste do governo estadual, que desmontou uma a uma as candidaturas com potencial até que restasse Jovair Arantes. O deputado é conhecido do eleitor, mas que até agora não desperta muito interesse. Parece manjado. E os outros candidatos constam mais como figuras decorativas, servem para ilustrar a campanha. E só.

Para fazer um papel diferente do de Sandes Junior, candidato do governo em 2004 e 2008 com votações pífias, Jovair terá de se resolver. Precisa se 'vender' administrador, alguém que tenha condições de fazer algo diferente do que se tem. Em São Paulo, em condição semelhante, Gabriel Chalita (PMDB) se firma como alguém que tem diálogo com os governos estadual e federal. O cenário lá é outro, a dificuldade muito maior, mas ao menos ele tem um mote definido. É uma aposta.

Jovair até aqui não tem rumo. Não sabe se defende (ou se esconde) o governador Marconi Perillo (PSDB), seu principal cabo eleitoral. O caminho, não há outro, tem de ser o de proximidade com o tucano. Só assim terá a força da máquina estadual, do marconismo, em sua campanha. Até agora, não tem. Com esse apelo, poderá deslanchar e polarizar a disputa. Se conseguir tirar Paulo Garcia da zona de conforto atual, deixa a eleição em aberto. A partir daí a disputa certamente descambaria para o leilão de propostas e adesões. Enfim, a eleição esquentaria.

Se não conseguir mexer com os rumos da campanha, Jovair pode se transformar em novo vexame dos governistas na capital. E no cenário atual, apresentado pela pesquisa Ipem/Tribuna, Paulo Garcia apenas conta os dias para a reeleição. E olha que a campanha de TV do petista é sofrível. Ainda assim, não é o suficiente para ameaçar seu voo de cruzeiro.


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