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Governador de Goiás Marconi Pirillo, discursa durante lançamento de plano que garante investimentos


 


Uma injeção de R$ 47 bilhões na economia de Goiás nos próximos dois anos e meio por meio de investimentos pontuais em 40 programas subdivididos em 120 projetos que vão fazer o contraponto com a crise financeira internacional para que o Estado mantenha níveis elevados de crescimento. Assim é o PAI, o Plano de Ação In­tegra­da de Desenvolvimento que o governador Marconi Perillo acaba de lançar.

 Trata-se de um plano “pé no chão”, conforme definiu o próprio governador diante de uma plateia com cerca de 1,3 mil participantes que lotou o Oliveira's Place,  no Setor Bue­no.  O plano prevê que serão gastos, na concretização de todos os programas, R$ 27 bilhões oriundos da iniciativa privada, R$ 2 bilhões de recursos do governo federal, R$ 2,1 bilhões de financiamento do BNDES e R$ 15,9 bilhões do governo estadual. Todos os municípios do Estado serão atendidos com os programas contidos no PAI.

Conforme o titular da Segplan, caso tenham êxito em sua execução, as ações do PAI vão contribuir para incrementar o PIB goiano em 3,5% ao ano, gerar 230 mil novos postos de trabalho, ampliar a média de investimentos anuais no Estado de R$ 7 bilhões em quase R$ 10 bilhões, ou seja, terão um efeito multiplicador no desenvolvimento econômico e social de Goiás no período até o fim de 2014.

Com o argumento de que “Goiás não é uma ilha” e que também está sujeito às intempéries econômicas mundiais, Marconi Perillo disse ainda que é preciso conter gastos na administração estadual para que seja possível manter os números positivos alcançados pela economia.

Segundo o governador, o PAI é “pé no chão” porque define fontes de recursos, o que garante sua viabilidade. Além disso, prevê ações para reduzir a burocracia na máquina pública. O Plano reúne os 40 programas que vão receber o Selo de Prioridade e serão executados preferencialmente até dezembro de 2014. Con­templa as áreas social, econômica, de infraestrutura, desenvolvimento regional, gestão e institucional/comunicação.

Ao apresentar o plano, o se­­­cretário de Gestão e Plane­ja­­mento, Giuseppe Vecci, disse que ele foi trabalhado em duas vertentes. A interna é re­sultado do pensamento de que Goiás não é um estado isolado e po­de ser afetado pela cri­se econômica mundial, e deve estar preparado para isso. Dentro dessa perspectiva, está a contenção de incentivos fiscais de­terminada pelo governo federal. “Estamos, portanto, nos preparando para en­frentar no­vos tempos. Sem­pre trabalhamos para atrair investimentos, mas daqui a pouco tempo isso po­de não ser mais possível”, disse.

 A lógica interna é dar velocidade e eficiência para a máquina pública, de forma a desburocratizá-la para tornar mais fácil a alocação de recursos para os programas. De acordo com o governador, os recursos virão em menor parte do Tesouro Estadual, que deve ser resguardado para o pagamento de pessoal e de dívidas.

Todos os 40 programas já têm fontes estaduais de recursos definidas, que deverão vir de vendas de imóveis, alienação de ativos societários, recuperação de créditos, acordo de resultados de captação de recursos e incremento de receitas próprias, parcerias e financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econô­mico e Social (BNDES).

Os projetos serão avaliados na questão da viabilidade, na fonte de recursos e no valor final, mas para dar passo inicial na desburocratização e celeridade, o governo decidiu que os que estiverem orçados em até R$ 500 mil não passarão por análise prévia, apenas a posteriori.

São quatro as etapas iniciais para o desenvolvimento do PAI: definir projetos prioritários, as fontes de recurso, alcançar a desburocratização e realizar monitoramento dos projetos. Para que seja possível a desburocratização, estão sendo providenciadas reformulações de normas, decretos e da legislação. O monitoramento será feito por um Con­selho Superior de Governo, do qual Marconi é o presidente.

 O governador disse que é uma manifestação inequívoca desse governo de priorizar o planejamento estratégico. “No plano de governo, debatemos com a sociedade quais seriam as ações prioritárias do nosso governo, e colocamos todas elas no Plano Plurianual. E hoje estamos concentrando todos esses programas desse plano em um único plano integrado de desenvolvimento para que possamos cumprir todas as ações até o final de 2014”, reforçou. Disse também que por meio do PAI será possível manter a economia do Estado em um nível de desenvolvimento mais elevado.


Um plano “pé no chão”

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