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IFTO também é para elas: mulheres falam de seus sonhos, desafios e oportunidades por meio do Mulheres Mil

Cada candidato poderá se inscrever para concorrer a no máximo dois cursos oferecidos pelo PSID, desde que não haja conflito de horários entre os cursos - Foto: Divulgação

Uma breve pesquisa no Google sobre a participação de homens e mulheres no mercado de trabalho resulta em diversas pesquisas que indicam que, apesar de alguns avanços, a diferença em relação aos dois gêneros teve pequena baixa se considerado o cenário das últimas duas décadas. Soma-se a isso o fato de as mulheres receberem menos que os homens, de acordo com pesquisas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), órgão que integra a ONU.

O cenário nacional não é diferente, sendo que elas enfrentam mais dificuldades para conseguir um emprego adequado à sua qualificação, além de se ocuparem muito mais com afazeres domésticos e cuidados com pessoas da família. Problemas que se agravam quando se considera o contexto social em que essas mulheres estão inseridas e a raça, em que, muitas vezes, elas têm dificuldade de acesso à educação e qualificação profissional para conquistar algum espaço no mercado de trabalho.

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É justamente com o objetivo de contribuir com oportunidades para melhorar as chances de trabalho de mulheres em situação social mais vulnerável que o Instituto Federal do Tocantins (IFTO) oferta cursos de qualificação por meio do Programa Mulheres Mil. Inicialmente, são atendidas 110 mulheres que vivem em bairros periféricos dos municípios de Araguatins, Palmas e Paraíso do Tocantins. Mas a previsão é que esse número ultrapasse as mil mulheres atendidas em mais sete municípios ainda neste ano.

Leonice Pereira Magalhães Correia é uma das mulheres atendidas nesta nova edição do Mulheres Mil. Ela tem 51 anos, mora no Distrito Taquari, que fica a 19 km do centro da capital, e, embora diga que nunca teve profissão, acumula uma enorme experiência de vida. Quando criança, trabalhou quebrando pedra, carregando carvão; depois de adulta, já foi doméstica/diarista, babá, lavadeira e passadeira de roupa. Problemas de saúde fizeram com que ela tivesse de parar de realizar essas atividades e acabaram por colocá-la no caminho de realizar o seu sonho.

“Meu sonho é esse: correr atrás e poder estudar para ter uma profissão melhor, para eu poder trabalhar em algo que eu dê conta e não prejudique mais a minha saúde”, contou Leonice.

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O estudo também faz parte do sonho de Alrizene Lourenço Barbosa Cândido, de 53 anos. Ela é uma das mulheres que participa do curso de Recepcionista ofertado no IFTO de Paraíso do Tocantins. Moradora do Distrito de Santana, distante cerca de 12 km do centro da cidade, di

z que seu sonho é que todas as mulheres de lá também participem de formações assim e consigam melhorar de vida. Para si, ela, que é empreendedora, busca nessa formação melhorar o modo com que se relaciona com seus clientes.

Oportunidades assim também são levadas a mulheres da comunidade quilombola Ilha de São Vicente, próxima a Araguatins, e a outras que são atendidas pelo Centro de Referência da Assistência Social (Cras). Elas buscam melhores oportunidades por meio do curso de Assistente Administrativo, ofertado pelo IFTO do município.

Giselia--Mulheres-Mil-IFTO.jpegPor meio do Programa Mulheres Mil, um dos sonhos de Giselia Rodrigues Garcia, de 36 anos, está se realizando. “Desde criança, meu sonho é estudar no IFTO e, agora, eu tenho essa oportunidade. Quando eu terminar o curso de Assistente Administrativo, pretendo conseguir um emprego na área”, contou. Ela ainda tem outro sonho a realizar: o de fazer um curso superior. “Acredito que sou capaz. Sou uma das mulheres mil!”, completou animada.

Além do curso de qualificação profissional gratuito, em que as mulheres recebem um acompanhamento profissional e orientações direcionadas para sua inserção ou reinserção no mercado de trabalho, o IFTO oferta a essas mulheres uma bolsa auxílio mensal pelo período de duração do curso, consultoria para o empreendedorismo, além da possibilidade de parcerias locais que que contribuam para a sua jornada profissional.

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A previsão é que, até o final deste mês, mais mulheres sejam atendidas nas unidades do IFTO de Araguaína, Colinas do Tocantins, Dianópolis, Gurupi, Pedro Afonso e Porto Nacional.

“Eu nunca tinha tido uma oportunidade assim. É uma experiência muito boa! Sou muito grata pela oportunidade de fazer esse curso e ter novas perspectivas para minha vida”, concluiu Leonice.

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