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IstoÉ diz que “Farra do dinheiro alcançou Palácio Araguaia em Tocantins”


O deputado federal Chico Alencar (Psol-RJ) lembrou da suposta relação do esquema do contraventor Carlos Cachoeira com o governo do Tocantins – relação que ele classificou de "tenebrosa". "Esse depoimento é muito emblemático. Porque em nível de Estado também com o governador Siqueira Campos a relação Cachoeira-Delta é tenebrosa, duvidosa, suspeita e grave", avaliou o parlamentar.


Alencar lembrou que a comissão tem requerimentos que pedem a convocação do governador Siqueira Campos (PSDB) à comissão. Um é de autoria do deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ) e outro do deputado Rubens Bueno (PPS-PR).

Segundo o UOL Outros dois também pedem a convocação de Eduardo Siqueira Campos, um de Picciani e outro do senador do Amapá Randolfe Rodrigues (PSOL).


Em relação a Raul, o deputado também não poupou críticas. Ele disse que Raul representa o que há de arcaico na política, por prática de nepotismo, contas bancárias pulverizadas e funcionários fantasmas, além de ter passado por vários partidos, alguns até conservadores, como o PDS, sucessor da Arena.


"Mas tudo isso revela que esse tipo de política e financiamento de campanha, é a porta de entrada da corrupção, ele é insustentável", defendeu o parlamentar do Psol.


Alencar disse que a barganha esse 'Toma lá dá cá' que existe pelo País adentro, é que degrada a política, degenera a credibilidade da vida institucional e política. Quero deplorar esse tipo de procedimento.


O vice-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira, Paulo Teixeira (PT-SP), disse ao portal UOL,que o governador Siqueira Campos (PSDB) deve ser convocado para prestar depoimento. O UOL lembrou que um requerimento já foi apresentado pelo líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR). E ainda há outro, de autoria do deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ).


"O governador do Tocantins deverá ser convocado porque todas as relações que conduziram ao prefeito de Palmas conduzem igualmente ao governador", declarou Paulo Teixeira ao UOL, referindo-se ao prefeito Raul Filho (PT), que depôs na terça-feira,10 à CPI.


O UOL lembrou que denúncias da imprensa revelam que empresas ligadas ao grupo de Carlinhos Cachoeira, citadas na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, doaram R$ 4,3 milhões à campanha do PSDB no Tocantins em 2010, quando Siqueira se elegeu. No total, o diretório recebeu R$ 10,5 milhões.


Além disso, o governador responde a uma ação de improbidade do Ministério Público por contratar irregularmente a Delta por R$ 14,7 milhões, sem licitação. A empresa é apontada pela PF como o principal braço empresarial do esquema de Cachoeira.

Conforme ainda o UOL, a decisão sobre a convocação de Siqueira Campos e outras pessoas, no entanto, só será feita em agosto, após o recesso parlamentar.


A revista IstoÉ desta semana(16/07) cita além do prefeito de Palmas, Raul Filho (PT),e do governador Siqueira Campos (PSDB) o secretário estadual de Relações Institucionais, Eduardo Siqueira Campos,filho do govrnador, como supostamente envolvidos no esquema do contraventor Carlinhos Cachoeira.


A revista lembra o Raul pedindo apoio de Cachoeira à sua campanha eleitoral de 2004. Conforme IstoÉ, agora o PT só espera o fim das eleições municipais deste ano para expulsar Raul da legenda.


"Mas a farra com o dinheiro público atravessou os limites municipais e alcançou o coração do Palácio Araguaia", diz a revista. Conforme Istoé, "agora, espera-se que o governador tucano Siqueira Campos e seu filho, o secretário de Relações Institucionais, Eduardo Siqueira Campos, sejam convocados a dar explicações [à CPMI do Cachoeira] sobre a relações com o contraventor".


A revista diz que, segundo a Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, o empresário Rossine Aires Guimarães, "importante parceiro de negócios de Cachoeira", foi o maior doador da campanha de Siqueira em 2010 – ele doou R$ 3 milhões, e somente depois das eleições. "Em troca, o grupo do bicheiro teria sido favorecido com contratação da Delta por R$ 14,7 milhões, sem licitação", afirma IstoÉ.


O governo Siqueira Campos tem se defendido afirmando ter pago apenas R$ 1,3 milhões desse contrato com a Delta, que também é questionado pelo Ministério Público Estadual (MPE).


No dia do depoimento de Raul, na terça-feira, 10, o vice-presidente da CPMI, deputado Texeira (PT-SP), disse que Siqueira deverá ser convocado para depor. "O governador do Tocantins deverá ser convocado porque todas as relações que conduziram ao prefeito de Palmas conduzem igualmente ao governador", declarou Paulo Teixeira ao UOL.

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