Siga nas redes sociais

Justiça acolhe denúncias do MPE e determina afastamento de Valuar


O juiz Álvaro Nascimento Cunha enviou à Câmara Municipal de Araguaína no final da tarde desta segunda, 7, determinação para que o prefeito Valuar Barros (DEM) fosse afastado do cargo. A notificação foi recebida pelo presidente do legislativo municipal vereador Elenil da Penha(PMDB).


Segundo informações veiculadas no portal O Norte, sediado em Araguaína, o vice-prefeito Amilton Alves Cardoso, o Amilton da Caixa, tomou posse por volta das 21:30 na Câmara Municipal. Ele foi cauteloso ao falar das primeiras ações como gestor da cidade e afirmou que em primeiro lugar quer tomar conhecimento da situação da administração.


O novo prefeito de Araguaína, Amilton da Caixa, informou que vai se reunir com a equipe de governo para saber a real situação do município. A reunião deve acontecer na manhã desta terça, 8.


Valuar Barros ainda não se manifestou publicamente sobre a decisão que o afastou da prefeitura de Araguaína. Entretanto, uma pessoa próxima ao prefeito revelou com exclusividade ao AGORA-TO, que ele estaria reunido com advogados para verificar quais as medidas cabíveis para tentar anular a decisão do juiz de Araguaína.


Também foram determinados os afastamentos dos secretários de Obras, Walmir de Souza Ribeiro, e do secretário da Fazenda, Clóvis de Sousa Santos Júnior. Ojuiz concedeu ainda, em caráter liminar, a indisponibilidade dos bens de todos os envolvidos para garantir o total ressarcimento dos prejuízos causados ao patrimônio público.


Motivo do afastamento

A decisão do juiz Alvaro Nascimento atendeu a uma solicitação do Ministério Público Estadual, que considerou a contratação da empresa Arte Produções e Eventos realizada de forma irregular. O contrato teria sido firmado sem a realização de licitação. O valor do contrato é de R$ 97 mil e previa a produção e realização de shows artísticos e eventos.


O MPE protocolou ação pedindo o afastamento de Félix Valuar Barros da prefeitura considerando que ele praticou atos de improbidade administrativa. Duas ações foram propostas pelo Promotor de Justiça Alzemiro Wilson Peres de Freitas, em abril. Além do Prefeito, as ações ajuizadas pelo MPE mostram outros 17 envolvidos, entre eles o Secretário de Obras do Município, Walmir de Souza Ribeiro e a ex-prefeita Valderez Castelo Branco.


O Ministério Pùblico chegou às irregularidades fazendo a apuração de auditorias realizadas pelo Tribunal de Contas do Estado. Os prejuízos aos cofres públicos seriam da ordem de R$ 8.738.625,07, provocados por meio de dispensa indevida de licitação e contratação direta de empresas prestadoras de serviços de recuperação asfáltica, e de auditoria/consultoria.

Compartilhar nas redes sociais
Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp
Email
Telegram

Artigos relacionados

Notícias Em destaque

Pular para o conteúdo