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Ministro Cezar Peluso sugere 6 anos de prisão para Cunha


O julgamento do mensalão do PT foi retomado hoje, e quem abre a sessão no Supremo Tribunal Federal (STF) é o ministro Cezar Peluso. Esta será a última participação dele, que completa 70 anos e se aposenta compulsoriamente no dia 3 de setembro. Peluso votará sobre o item do julgamento que trata de desvio de dinheiro público na Câmara dos Deputados e no Banco do Brasil.


Ele deve se limitar a julgar os réus já citados, mas pode apresentar sua análise sobre o processo do mensalão petista no todo. Ministros dizem que não há clima para a antecipação integral do voto, pois isso provocaria reação dura de outros magistrados. Colegas e assessores, porém, esperam que Peluso apresente premissas gerais e teóricas sobre o que julga ter sido o esquema do mensalão.


Sem analisar a conduta específica dos demais acusados, o ministro poderia fazer uma introdução doutrinária sobre os crimes contra a administração pública, corrupção e lavagem de dinheiro, deixando implícito o seu posicionamento sobre o caso. Ontem, porém, Peluso manteve o suspense. “Amanhã vocês verão. Não estraguem a surpresa”, brincou com jornalistas.


Seguindo a ordem de votação, depois dele votam, por tempo no Supremo, os ministros Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e o presidente da Corte, Ayres Britto.


Cezar Peluso Apresentou panas para os réus


Prestes a se aposentar, na segunda-feira, o ministro Cezar Peluso apresentou penas para os réus do capítulo 3 do mensalão, que trata de desvios na Câmara dos Deputados e no Banco do Brasil. Ele foi o único ministro, até aqui, a sugerir dosimetria da pena, já que não vai participar do restante do julgamento. Os demais magistrados vão sugerir penas apenas ao final da análise da ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF).


Peluso sugeriu seis anos de prisão para João Paulo Cunha, além da perda do mandato parlamentar e 100 dias de multa.Ele condenou o petista por corrupção passiva e peculato. Absolveu o ex-presidente da Câmara de lavagem de dinheiro e de um crime de peculato.


Para Marcos Valério, o magistrado sugeriu 16 anos de reclusão apenas para os crimes de corrupção ativa e peculatos relacionados à Câmara e ao Banco do Brasil. Ele também recomendou multa ao publicitário que deve ser revertida em três salários mínimos.

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