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Ministros são chamados para debater greve nas universidades e sucateamento de hospitais


 


A Comissão de Educação aprovou nesta quarta-feira (8) requerimentos do deputado Nilson Leitão (MT) que pedem a presença de ministros para debater, em audiência pública, dois assuntos de interesse de milhões de brasileiros: a greve nas universidades públicas e a situação crítica dos hospitais ligados às instituições federais de ensino.


O primeiro debate abrangerá também questões relacionadas à reestruturação da carreira docente e dos servidores técnicos-administrativos dessas instituições federais de ensino, um dos principais motivos da longa paralisação.


Devem participar os titulares da Educação, Aloizio Mercadante, e do Planejamento, Miriam Belchior, além de João Martins, reitor da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e presidente da Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). A reitora da Universidade Federal de Mato Grosso, Maria Lúcia Neder, também será convidada.


Mais de 1 milhão de estudantes são prejudicados pela paralisação, que atinge a maioria esmagadora das universidades federais há mais de dois meses.


“O governo federal não tem mais argumentos em relação à greve, porque dizer que não tem recursos não é desculpa. Há quase 10 anos o PT ganhou eleições com esse discurso da educação. Portanto, fala e não faz. Se tivesse elaborado um planejamento de reajuste e de implantação de plano de carreira de forma escalonada, fatalmente hoje o problema estaria resolvido”, apontou o tucano. Segundo ele, a gestão petista “não cumpriu nada do prometido”.


De acordo com o parlamentar, a audiência permitirá que os ministros da Educação e do Planejamento fiquem frente a frente, negociem e mostrem se a Educação é mesmo prioridade para o governo do PT. Conforme destacou, a carência nas universidades é tão grande que antes mesmo da greve já se ouvia reclamações de que falta o básico, como papel.


Já para debater a formação dos médicos no país, residência médica e condições de atendimento aos pacientes nos hospitais universitários, serão convidados, além de Mercadante, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, os presidentes da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), José Rubens Rebelatto, e do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (CRUB), o reitor Ricardo Motta Miranda.


O requerimento do tucano cita reportagem veiculada em julho pelo “Fantástico” denunciando o caos vivido por essas instituições. “Falta tudo, inclusive remédios que podem salvar vidas. E, às vezes, falta até o próprio hospital dentro da universidade. Alunos de medicina em todo o Brasil enfrentam dificuldades para aprender”, alertou o programa.


“Percebemos o sucateamento dessas instituições, com equipamentos quebrados e carência de corpo técnico e clínico. Neste debate os dois ministros tem que responder a respeito dessa situação”, cobrou Nilson Leitão.

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