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Para Médicos Sem Fronteiras, plano dos EUA para porto temporário em Gaza não resolve verdadeiro problema

Estados Unidos devem aceitar cessar-fogo e insistir no acesso humanitário imediato usando acessos já existentes

Em 7 de março, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou planos para que as forças armadas do país construam um porto temporário na costa de Gaza, no Mar Mediterrâneo, a fim de ajudar na entrega de ajuda humanitária. Nesta quinta, 8 de março, Washington também emitiu uma declaração conjunta com a Comissão Europeia, a República do Chipre, os Emirados Árabes Unidos e o Reino Unido, anunciando a ativação de um “corredor marítimo” para apoiar a assistência humanitária em Gaza.

Após esses anúncios, Avril Benoît, diretora-executiva de Médicos Sem Fronteiras EUA, declarou:

“O plano dos Estados Unidos para um porto temporário em Gaza para aumentar o fluxo de ajuda humanitária é uma distração gritante do problema real: a campanha militar indiscriminada e desproporcional de Israel e seu cerco punitivo. Os alimentos, a água e os suprimentos médicos tão desesperadamente necessários para a população de Gaza estão perto, parados do outro lado da fronteira. Israel precisa facilitar, em vez de bloquear, o fluxo de suprimentos.

Esse não é um problema de logística. É um problema político. Em vez de procurar as forças armadas para criar uma solução alternativa, os Estados Unidos deveriam insistir no acesso humanitário imediato, usando as estradas e os pontos de acesso que já existem.

Nos últimos meses, os Estados Unidos vetaram três resoluções do Conselho de Segurança da ONU que pediam um cessar-fogo em Gaza, que é a única maneira de garantir um aumento real na assistência emergencial. Reiteramos nosso apelo por um cessar-fogo imediato e sustentado para impedir a morte de milhares de outros civis e permitir a entrega da ajuda humanitária extremamente necessária em Gaza.”

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