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Polícia Civil de Goiás investiga associação criminosa por exploração de jogos de azar

Publicado em: Sexta, 20 Novembro 2020 17:46 Escrito por Redação
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Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de prisão preventiva e 48 de busca e apreensão em Goiânia, Jataí, Valparaíso, Anápolis e Goianira. Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de prisão preventiva e 48 de busca e apreensão em Goiânia, Jataí, Valparaíso, Anápolis e Goianira.

A Polícia Civil de Goiás deflagrou a Operação Garito, que tem como alvo uma associação criminosa, investigada pelos crimes de lavagem de dinheiro e exploração de jogos de azar. Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de prisão preventiva e 48 de busca e apreensão em Goiânia, Jataí, Valparaíso, Anápolis e Goianira.

Durante a ação, foi realizado ainda o bloqueio de bens e valores, no total de R$ 25 milhões, incluindo uma fazenda e seis imóveis na capital. As buscas foram realizadas em casas de jogos de azar, depósitos onde eram guardados os materiais, empresas utilizadas para a lavagem de dinheiro, além da residência dos suspeitos investigados.

Nos locais, os policiais apreenderam máquinas caça níqueis, peças utilizadas para a montagem dos equipamentos, 16 veículos, uma aeronave, aproximadamente R$ 80.000,00 em espécie e duas armas de fogo. No decorrer das investigação, duas casas de jogos já haviam sido fechadas, com a apreensão de mais de 30 máquinas caça-níqueis.

O grupo criminoso vinha sendo investigado pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) há mais de um ano. Segundo o delegado Eduardo Gomes Junior, responsável pela apuração, os suspeitos usavam empresas de fachada para lavar o dinheiro oriundo das atividades ilícitas.

“Durante toda a investigação, o que nós vimos foi o grande esquema criminoso de lavagem de capitais, em que são utilizadas empresas de grande porte e empresas de fachada, justamente para tentar limpar esse capital ilícito que é totalmente fruto de vítimas que são enganadas”, afirmou.

De acordo com o delegado, além da manipulação das casas de jogos, a associação criminosa mantinha boas instalações, com o intuito de manter as vítimas nos locais o maior tempo possível e tirar delas grande quantia em dinheiro.

“Essas vítimas acreditam sempre que vão conseguir êxito nessa jogatina, mas várias máquinas são manipuladas. Essa rede usava de residências, onde montavam-se verdadeiros cassinos clandestinos, com todo o conforto, com preparação de comidas e bebidas à vontade”, pontuou.

Em grande maioria dos casos, as vítimas eram pessoas idosas. Algumas chegavam a perder boa parte dos bens com as jogatinas, como destacou o secretário de Segurança Pública do Estado, Rodney Miranda.

“Pessoas que tiram muitas vezes do seu sustento e das suas famílias para investir em jogos. São vítimas. Então aumenta mais ainda a gravidade da ação dessa organização criminosa”, disse. O titular da pasta falou ainda sobre a importante ação da Polícia Civil, para acabar com a atividade ilegal em Goiás.

“É uma atividade que vem há décadas sendo realizada no estado, que sofreu no passado algumas investidas por parte da Polícia, mas nenhuma como essa, que não só atacou os locais, os cassinos, mas também chegou ao nível gerencial e ao topo dessa verdadeira organização criminosa”, ponderou. “Que sirva de alerta. Jogo do bicho, caça níquel e outros tipos de jogos ilegais são atividades perigosas e que estão sendo combatidas pela Polícia Civil e o Governo do Estado, da mesma forma que outros crimes”, acrescentou.

O delegado-geral da Polícia Civil, Odair José Soares, destacou a liberdade de atuação que a corporação tem atualmente no Estado. “Em Goiás nós temos hoje autonomia, para prender quem quer que esteja cometendo crime. Quero parabenizar a equipe da Draco, as outras especializadas, que tem mostrado seu serviço, a sua determinação e garra. Goiás tem hoje uma polícia séria, eficiente e combatente ao crime. Caça níquel, não tem mais vez em Goiás, assim como o jogo do bicho. Enquanto isso for ilegal, a Polícia Civil estará combatendo”, ressaltou.

Segundo o delegado Eduardo Gomes, a previsão é de que, ao final da ação, os itens apreendidos sejam integrados às forças policiais, no combate à criminalidade. “A intenção é que o patrimônio imóvel seja vendido ao final do processo, justamente para reverter esse dinheiro para a Segurança Pública. Os veículos e a aeronave, a intenção é que também sejam utilizados pela Segurança Pública, pra gente provar para esses criminosos que o crime não compensa e inclusive vamos usar os próprios veículos, para o combate ao crime”, disse.

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