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Deputado Carlos Lereia PSDB de Goiás depõe na CPI do Cachoeira

Publicado em: Quarta, 10 Outubro 2012 08:58 Escrito por
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O depoimento do deputado Carlos Alberto Leréia (GO) na CPI Mista do Cachoeira foi marcado por coerência e sinceridade, na avaliação dos parlamentares do PSDB que compõem o colegiado. Durante mais de três horas, o tucano esclareceu a amizade com Carlos Cachoeira e respondeu a todas as perguntas feitas por deputados e senadores.



Na avaliação de Carlos Sampaio (SP), o correligionário respondeu aos questionamentos de forma objetiva. Conforme ressaltou, Leréia não negou ser amigo de Cachoeira, mas deixou claro que não participou de nenhuma prática ilícita atribuída ao empresário. “Uma pessoa não pode ser contextualizada como alguém que participa de uma ação criminosa só porque convive com outro que a teve, mas que só se descobriu depois”, destacou.



Domingos Sávio (MG) afirmou que ninguém pode julgar a conduta do parlamentar apenas pela amizade com Cachoeira. Segundo ele, trata-se de uma relação amistosa entre pessoas que vivem na mesma cidade há muito tempo e não tem relação com outros fatos. “Ele manteve a coerência desde o dia em que foi anunciada a criação dessa CPI e que foram divulgadas as gravações dele com Cachoeira. Desde o primeiro momento deixou claro que eles convivem há mais de 20 anos e nunca houve envolvimento dele com as atividades que vieram a tona recentemente. Ele mostrou isso com tranquilidade”, destacou.



Para Vanderlei Macris (SP), o tucano não escondeu nada e foi transparente. Ele questionou o colega sobre as relações de Cachoeira e a construtora Delta. Em resposta, Leréia disse que o empresário não falava sobre o assunto e, quando o questionou sobre isso, não teve resposta. “Não gosto de insistir sobre essas coisas. Chegaria a ser deselegante”, afirmou Leréia.



Segundo o parlamentar goiano, a amizade com Cachoeira começou em 1987. O contanto entre ambos era constante, mas, como esclareceu, não se tratava de uma relação de negócios, e sim pessoal. O deputado deixou claro que nunca recebeu pedido de favores ilegais do amigo. Leréia esclareceu ainda uma dívida de R$ 120 mil com o empresário. Ele explicou ser essa a razão para ter recebido quantias mensais de Cachoeira durante o período em que interceptações telefônicas da Polícia Federal foram feitas.



O deputado teria recorrido a Cachoeira para saldar um financiamento rural feito em 2011. “Ainda devo R$ 120 mil e vou pagar. Só não paguei ainda porque ele está preso”, afirmou. Leréia também negou ter qualquer acesso à PF e rechaçou acusações de que teria alertado Cachoeira sobre a deflagração da operação Monte Carlo.



Ainda segundo ele, a acusação de que usava um aparelho de telefone habilitado no exterior pelo empresário também é infundada. Conforme explicou, ele pegou emprestado um aparelho durante viagem aos Estados Unidos para se comunicar com familiares e devolveu dias após retornar ao Brasil. Como disse, não havia necessidade de esconder seus diálogos com Cachoeira.


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