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Pré-candidatos a prefeito de Goiânia querem poder. A cidade é um detalhe

O que parece é que ninguém tem o que dizer de relevante. E nem dá tanta importância assim. “Quando eu chegar lá, resolvo tudo”, este parece ser o espírito de gestão que embala as pré-candidaturas - Foto: Tribuna do Planalto

A pré-campanha em Goiânia continua concentrada na política e longe de chegar ao que de fato interessa: o goianiense. A conveniência do foco nos projetos particulares dos nomes postos no jogo mostra que não há um pretendente a prefeito fora da caixinha. O egoísmo, no caso a preponderância do projeto pessoal, se sobrepõe ao espírito público.

As poucas menções ou iniciativas de construção de um Plano de Governo são tímidas. O MDB e o PT anunciaram que já pensam nisso. Pensam. Na prática, nada que mostre uma ação real. E ficamos por aí. Pode-se dizer que o único que ainda mostra uma preocupação com a cidade de fato é o mais atacado hoje dos possíveis candidatos: o prefeito Rogério Cruz. Mas nenhuma novidade: ele não tem como evitar; os problemas batem no peito dele.

O tempo da pré-campanha é usado para os jogos de poder. Normal, até certo ponto. As costuras políticas, os embates internos – como o que se vê na base do governador Ronaldo Caiado, que bate-cabeça na indefinição da desunião – são próprios do momento. Porém, o espaço é também uma oportunidade para se apresentar ao menos o esboço de soluções para problemas endêmicos da Capital e um diferencial como pretendente ao Paço. Mas nada.

O que parece é que ninguém tem o que dizer de relevante. E nem dá tanta importância assim. “Quando eu chegar lá, resolvo tudo”, este parece ser o espírito de gestão que embala as pré-candidaturas. “O maior problema de Goiânia é eu não ser o prefeito”, eis outra expressão de autoverdade – não seria de arrogância? – que parece embalar as ambições de cada um. Longe de outra visão das coisas: “O que fazer pra melhorar a vida da população goianiense e não a minha?”

Ninguém mostra ser alguém capaz de fazer a diferença. Até agora. Nenhum pretendente a administrar a Capital apresenta elementos que o torne um entre os muitos pré-candidatos. Isso pra enfatizarmos o senso de oportunidade pessoal – apresentar-se além do trivial – e para ressaltarmos o que é maior: o espírito público ou o projeto particular. À parte isso, o óbvio: não estamos discutindo a cidade, e sim ouvindo palavras de efeito e gestos de puro populismo confundido com amor pela causa.

Temos pré-candidatos da espécie mais dos mesmos. A cidade é apenas um campo de guerra para a disputa do poder pelo poder. Goiânia merece mais. Mais gestores de qualidade – como, aliás, indicam as pesquisas Quali – e mais respeito. E não mais dos mesmos e do mesmo triste destino que hoje os goianienses indicam querer mudar.  (Vassil Oliveira/Tribuna do Planalto)

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