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Senadora Kátia Abreu apresenta projeto de inclusão social no campo, ao governador Siqueira Campos


O Governador Siqueira Campos recebeu a senadora Kátia Abreu (PSD) no final da manhã desta sexta-feira, 01/06, acompanhada pelos professores Gilberto Porto e Waldemar Lima Neto, da Fundação Dom Cabral, e Daniel Kluppel Carrara, secretário executivo do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar. Também compunham o grupo os secretários da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Agrário, Jaime Café; das Oportunidades, Omar Henneman; da Fazenda, José Jamil Fernandes; e Flávio Peixoto, de Representação do Estado do Tocantins.


Kátia Abreu informou ao Governador Siqueira Campos que, baseada no censo agropecuário encomendado à Fundação Dom Cabral, a CNA constatou o encolhimento da classe C na rural e o empobrecimento das classes C e D. Segundo a senadora, das 14 milhões de famílias brasileiras pobres, 9 milhões estão no campo.


Kátia Abreu informou também que, após comunicar à presidente Dilma, em audiência, os resultados do censo, as políticas nacionais em relação ao campo mudaram. Para definir o que fazer para atender esse público a CNA chamou novamente a Fundação Dom Cabral e lhe deu a missão de montar um plano de assistência técnica para a zona rural, o que resultou na sugestão de um novo modelo de agência para gerir a assistência técnica no país.


E o Tocantins vai ser o primeiro Estado brasileiro a implantar o modelo da Dom Cabral, segundo a senadora. Serão beneficiadas 5.960 famílias no Bico do Papagaio com recursos do Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA e Incra. O Tocantins foi escolhido para a aplicação pioneira do projeto por causa concentração naquela região de pessoas que integram as classes D e E no campo, cerca de 6 mil produtores.


O objetivo do projeto é atingir as classes D e E, e espera-se como resultado promover a ascensão social dos beneficiados. Para isso será aplicado um método meritocrático, tendo como elemento de frente o Assistente de Integração Rural (AIR), visando a melhoria da extensão rural. O projeto pretende estimular o primeiro emprego, aproveitando os recém-formados para capacitá-los com bolsa da CAPES. Será uma meritocracia com remuneração variável.


Primeiramente será feito um diagnóstico detalhado que servirá para diversos órgãos (indicadores sociais e econômicos, sanitários, de assistência à saúde, etc), dentro da ideia da transversalidade. Depois é planejada a visita a propriedade para orientar e auxiliar o produtor, otimizando a assistência. A implantação do projeto será feita com tecnologia que permitirá o acompanhamento de tudo em tempo real. O acompanhamento será feito pelo Ruraltins. Os 300 extensionistas portarão uma caneta com chip para acompanhamento dos trabalhos realizados em tempo real. Cada extensionista sabe o que fazer e a central tem o controle imediato. Os bancos de dados podem ser acompanhados pelo Governador e quem mais precisar, como o sistema bancário, que tomará conhecimento imediatamente quando algum dos pequenos produtores estiver habilitado a pegar um financiamento do Pronaf, por exemplo. Um detalhe importante é que todos os que participarem do projeto serão remunerados.


A senadora Kátia Abreu disse que cada cidadão selecionado deve entender que, ao ser incluído, precisa participar efetivamente. Os técnicos desenvolverão, em cima do diagnóstico, um plano de ação para atingir a meta e mensurar os resultados para entender as dificuldades encontradas. Segundo os professores da Dom Cabral, o projeto deve ser implantado respeitando-se a credibilidade do Ruraltins. Uma das preocupações dos autores do projeto é com a capacitação das famílias selecionadas. Foram selecionados 24 indicadores para avaliar o programa, sendo um dos principais a valorização da família.


Após tomar conhecimento do projeto, o Governador Siqueira Campos propôs parcerias com a agência a ser criada. Reforçou que o importante é ter metas e autorizou o secretário da Agricultura e a presidente do Ruraltins, Miyuki Yashida, a dar apoio total à implantação do projeto.

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