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Um alerta sobre autismo: transtorno pode ter relação com outras doenças, como as cardíacas

Foto: Divulgação

A cada novo levantamento ou estudo científico realizado ao redor do mundo, o número de pessoas com autismo parece ter aumentado e isso pode ser percebido para além dos números. Este fenômeno não se limita apenas aos dados estatísticos, mas também é perceptível na crescente conscientização tanto por parte do público em geral quanto dos próprios profissionais especializados na área.

Ainda que o conhecimento sobre o autismo esteja aumentando, o Brasil lida com a ausência de informações e dados oficiais atualizados. Para se ter uma ideia, um dos últimos levantamentos sobre o assunto é de 2010 e foi feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo o estudo, o país tinha, naquela época, aproximadamente 2 milhões de pessoas com autismo. Para além das várias consequências de se viver sem saber que algumas dificuldades enfrentadas são causadas pelo autismo, agora já se sabe que o transtorno também pode estar relacionado a outros problemas de saúde, o que torna a falta de diagnóstico ainda mais perigosa.

De acordo com um estudo publicado no ano passado no periódico JAMA Pediatrics, crianças com autismo tem 184% mais chances de desenvolverem diabetes, a probabilidade também é maior quando falamos de pressão alta (154%) e problemas cardíacos (46%) em geral. Realidade que preocupa os especialistas, como explica o médico cardiologista Dr. Henrique Furtado. “Os estudos ainda precisam avançar bastante para que a gente entenda melhor essa relação entre o autismo e os problemas cardíacos, por exemplo. As pessoas com autismo costumam ter seletividade alimentar, além de, às vezes, serem expostas a situações que, para elas, elevam e muito os níveis de estresse. Tudo isso pode ser um agravante para a saúde do coração”, alerta.

O médico diz que a campanha “Abril Azul”, que é voltada para a conscientização sobre o autismo, é uma oportunidade de falar também sobre a importância das pessoas com autismo terem suporte especializado para além das questões neurológicas e sensoriais. “Com a questão dos problemas associados ao autismo, o ideal é que, a partir do diagnóstico ou mesmo da suspeita, já se procure um profissional de confiança para uma análise das condições cardiovasculares”, orienta o especialista, que ainda lembra que no próximo dia 26 é celebrado também o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial.

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