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Viagem de Chávez ao Brasil para definir entrada no Mercosul é precipitada, reprova Azeredo


O deputado Eduardo Azeredo (MG) considera precipitada a viagem do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ao Brasil. O presidente chega na próxima terça-feira (31) para ajustar a entrada de seu país no Mercosul. Na avaliação do tucano, a entrada da Venezuela no bloco é uma artimanha, já que não foi obedecido o critério previsto na formação do Mercosul de que os países fundadores deveriam aprovar a entrada de integrantes.


“O Parlamento brasileiro aprovou e ficou clara a preocupação com a democracia nos países vizinhos. O Paraguai, entretanto, ainda não aprovou. Portanto, não é correta a entrada dessa forma. É uma entrada pela porta dos fundos, pela janela. A democracia brasileira está agindo de maneira precipitada, não está respeitando sequer o próprio Parlamento brasileiro”, ressaltou. O ingresso do país no grupo só ocorreu após a suspensão do Paraguai, realizada em decorrência da deposição do presidente Fernando Lugo.


Azeredo considera “patético” o fato de a presidente Dilma receber Chávez, já que ela tem um histórico de luta pela democracia, ao contrário do venezuelano. “É estranho uma presidente ter esse histórico e dar as mãos a um presidente que está no poder desde 1999 e que já afastou todos os seus opositores com censura permanente à imprensa e desrespeita outros itens que compõem a democracia”, disse.


Chávez tem um histórico de realizações nada democráticas. Entre elas, ter decretado, em 2009, a prisão da juíza Maria Lourdes Afuni por 30 anos só pelo fato de a juíza ter dado liberdade a um empresário que fazia oposição ao governo, preso havia anos sem julgamento.


“O presidente Chávez é um dirigente autoritário e populista. E se a crítica brasileira ao Paraguai é de que não houve direito de defesa e de que foi rápida a deposição do impeachment do presidente, muito mais grave são as questões relativas à democracia na Venezuela”, apontou.


Segundo lembrou o deputado, a representação brasileira no Mercosul tinha se manifestado contra a pressão à presidência do Paraguai. “A entrada desta forma será um momento ruim para a diplomacia brasileira. É mais um sinal de enfraquecimento e politização. Não podemos ter uma partidarização de um órgão tão importante como o Ministério das Relações Exteriores”, concluiu Azeredo.

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